O impossível

Taí porque dô o mó valor a Woden Madruga:

Natal, impossível

A chuva da manhã de ontem em Natal foi de apenas 21 milímetros, segundo a Emparn. Chuva comum, boa para quem planta coentro. Mesmo assim, boa parte da cidade parou. O trânsito de veículos empacou nas principais avenidas: Hermes da Fonseca, Prudente de Morais, Jaguarari, Romualdo Galvão, Alexandrino de Alencar. Nas imediações do Machadão, um caos.

Imagine, irmão, uma chuva de 100 milímetros caindo por aqui. São Pedro que nos livre!

A prefeita fez uma reunião extraordinária para tratar das consequências dos 21 milímetros. Na véspera, ela tivera outra reunião, agora com todo o secretariado, clamando que todos arregacem as mangas. Exigiu trabalho, empenho. E olhando nos olhos de cada um, a alcaidessa Micarla de Souza entoou uma frase de alto significado histórico e de profundo saber filosófico:

O possível é para os fracos. Vocês estão aqui para fazer o impossível!

Percebe-se uma ligeira conotação mística.

Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

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