O Jornalismo e as palavras do poder

“Poder e mídia não são apenas relações amigáveis entre jornalistas e líderes políticos, entre editores e presidentes. Não são apenas sobre as relações parasitárias e de osmose entre repórteres supostamente honrados e o eixo do poder que existe entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono, a Downing Street e os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa [britânicos]. No contexto Ocidental, a relação entre poder e mídia diz respeito a palavras — é sobre o uso de palavras. É sobre semântica. É sobre o emprego de frases e suas origens. E é sobre o mau uso da História e sobre nossa ignorância da História. Mais e mais, hoje em dia, nós jornalistas nos tornamos prisioneiros da linguagem do poder”.

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Comentários

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  1. Jairo Lima 26 de maio de 2010 15:43

    O jornalista “descobre” o óbvio uso dos desvios semânticos para distorcer a verdade. Nisso a imprensa é mestra! Pobre rouba, rico desvia, pobre é ladrão, rico é corruto, pobre é bandido, rico é suspeito, pobre se mete em roubalheira, rico em escândalo (como se, ao invés de roubar, eles tivessem, digamos assim, sido flagrados em atitudes indecorosas no quarto de uma moça),
    pobre é chamado de vândalo, rico é acusado de impobridade administativa, e por aí vai…
    Uma vez, o inteligente Cristovão Buarque, repreendeu educadamente, em pleno Bom dia Brasil a Miriam Leitão pelo uso dos tais desvios semânticos pela imprensa. Ela o olhou com os olhos mais redondos e respondeu que não estavam alí para tratar de tais bizantinices, mas sim para entrevistá-lo.
    É isso, e o jogo vale do mesmo jeito para a arte. Fez uma merda? Ou melhor, só sabe fazer merda? Mude o conceito de arte e está tudo dominado, brother.
    As uvas ficam verdes na hora que você quizer!

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