O livro de Iracema Macedo

Por Woden Madruga
TRIBUNA DO NORTE

Poemas inéditos e outros escolhidos é o livro de Iracema Macedo que será lançado segunda-feira que vem (19 horas), dia 27, na Livraria Siciliano, do Miduei. Edição do Sebo Vermelho que alcança, com a poesia de Iracema, poeta e filósofa, o seu 312º título.

Uma marca extraordinária. Fantástica. Nei Leandro de Castro, poeta, mestre no ofício, escreveu as orelhas. Destaco:

– Estamos diante de uma das melhores poetisas da história literária do RN. Entre as melhores, talvez a que mais abre as comportas da paixão, do amor à fatalidade, do “amor que fulgura sem aviso”. Pode-se perceber às vezes que o amor, que deveria ser recíproco, foge e se esconde nas sombras de um precipício inacessível.

– Os poemas inéditos incluídos neste livro trazem a marca registrada da boa poesia de Iracema Macedo. E a sombra de uma paixão (talvez a paixão pela própria poesia) continua se insinuando em linhas e entrelinhas: ela diz que sobreviveu porque contou tudo para o mar e foi lá onde guardou os seus gritos e misturou suas lágrimas aos sais marinhos. A poesia de Iracema é paixão, sim, e puro prazer de leitura.

Iracema Macedo é natalense e vive hoje no Rio de Janeiro onde ensina Filosofia no Instituto Federal Fluminense (IFF). Teve uma passagem por Ouro Preto, Minas, lotada no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem dois livros publicados: Lance de dardos (2000) e Invenção de Eurídice (2004), ambos editados no Rio de Janeiro.

Nadei tanto, tanto, tanto / Fosse noite ou fosse dia / anfíbio eu era / metade água, outra terra // Sobrevivi porque contei tudo para o mar / Ele sabe como respiro / Guardei lá meus gritos / E misturei minhas lágrimas a seus ais // Fui queimadas por algas / E, alentada pela espuma leve, / dei minha dor às ondas.

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