O luto da arte

A tese da morte da arte ainda significa mais do que parece.

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Comentários

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  1. Nina Rizzi 4 de maio de 2010 21:36

    Ao principiar investigações das variedades de espaço com pinturas da caverna, é-nos possível mais facilmente esclarecer a ideia da existência de um paralelo entre culturas pré-letradas e pós-letradas. O primitivo vivia num mundo em que o conhecimento e a engenhosidade eram ao mesmo tempo acessíveis à totalidade dos membros do grupo; o humano contemporâneo forjou um ambiente informativo que engloba todas as tecnologias e todas as culturas numa experiência globalizada dita “inclusiva” – e não aculturadora.

    Os balineses, que carecem de uma palavra que designe arte, dizem: “Nós fazemos tudo da melhor maneira possível”. Essa agradável observação chama atenção para o fato de que a arte primitiva serve um fim inteiramente diferente do da arte ocidental. Como os balineses, entretanto, o Homem da Eletrônica, se aproxima da condição na qual é possível ocupar-se de todo o ambiente como se fora uma obra de arte. Tal coisa não apresenta solução ao proveio problema da decoração do ambiente em arte verdadeira ou arte como um fim e não a pura arte-pela-arte. Acontece exatamente o contrário. A nova possibilidade – múltiplas, na verdade – requer compreensão total da função artística na sociedade. Não é, e não será possível simplesmente adicionar arte ao meio.

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