O menino Robinho

Estadium lotado
O menino dança
Num verde-azulejo.
Espaço-mínimo para tanto
Feitiço por sobre a pelota
Que magnetizada
Fica Parada.

Robinho bicicleteia
Uma, duas, três vezes.
O adversário fica paralisado
E mais um drible com as pernas
Trançadas que assina um poema
Com o encanto da eternidade
Daquilo que um outro jogador
De canetas-tortas.
Mostrou para o mundo.

Num baile mágico.
O menino brinca
Escapa
Foge por uma fresta
Margeando um traçado branco
E de calcanhar
Dá um mais um passe
Que termina no fundo da rede

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

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