O modernismo visto do avesso

NO JORNAL SUBSTANTIVO PLURAL

Foto: Guilherme Maranhão

Luís Augusto Fischer e os pontos cegos na obra de Antonio Candido.

Para crítico gaúcho, ler a “Formação da Literatura Brasileira” à luz da bibliografia recente evidencia seus “pontos cegos”: a ancoragem em São Paulo, Minas e Rio; a redução de Machado de Assis ao “instinto de nacionalidade”; e a omissão de significativas realidades econômicas e culturais do interior do país.

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Comentários

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  1. Marcos Silva 30 de outubro de 2011 20:55

    Li essa entrevista na FSP. Antonio Cândido merece ser criticado, como todo mundo. Ao mesmo tempo, é melhor evitar a lógica do descarte apressado. Os concretistas caíram de pau há décadas sobre os românticos que Antonio Cândido não valorizou, em especial, Sousândrade, e também sobre a ausência do Barroco naquele livro. O melhor debate sobre o Barroco no Brasil se diferencia de Formação da Literatura brasileira há muito tempo – basta ler os excelentes textos de Hansen sobre Gregório de Matos e de Pécora sobre Antonio Vieira. Hanse e Vieira, aliás, se distinguem tanto de Antonio Cândido quanto dos concretistas. Lembrar a descentralização do debate na Historiografia literária brasileira vem de longe, Marisa Lajolo fala há muito sobre a insuficiência de se falar em Modernismo de SP/MG/RJ como sinônimo de brasileiro e tratar o resto como regional… No RN, temos os bons estudos de Humberto Hermenegildo de Araújo e seus orientandos sobre Modernismo. Aliás, a leitura do livro “Câmara Cascudo e Mario de Andrade – Cartas, 1924/1944”, organizado por Marcos Antonio Moraes, contém cenas hilariantes de Mário divulgado para a Argentina A PARTIR DO RN!!!!!!! Fischer aponta hipóteses interessantes mas pouco consolidadas ou já resolvidas por terceiros. Acho bom tratar Antonio Cândido como clássico, sem submissão. E criticar o Modernismo sem a ansiedade do filho matando ritualmente o pai. Nesse entrevista, pai pra matar é o que não falta.

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