O mundo árabe e o outro mundo

Caros amigos:

O texto de Fisk arrola questões graves e reais sobre o mundo árabe mas o faz num clima retórico que descamba para uma ideologia de auto-deslumbramento ocidental muito perigosa.

Participei de um congresso em Tel Aviv e fiquei quase uma semana no Cairo, a passeio, em 1999. Em relação à última cidade, andei sozinho, fora dos passeios guiados, e não vi nenhuma sujeira a mais que em Rio de Janeiro ou São Paulo. Sim, menos de uma semana é quase nada para se conhecer uma cidade tão grande quanto aquela mas o escândalo de Fisk, se correspondesse a algum grau de fidedignidade, seria visível para o mais distraído dos ocidentais.

Fisk menciona o imperialismo inglês e francês muito en passant e nem explora bem a presença estadunidense na região, exceto no desfecho. Por outro lado, grandes finezas culturais árabes (salvaram, para nós, ocidentais, gente como Aristóteles…).

Entender o outro é difícil. Fico imaginando o que os árabes e cia. falam de nós – nossas favelas, nossa prostituição de crianças e também de adultos.
ATENÇÃO: nós é mais que Brasil (tem favela em EEUU e países similares).

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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