O novo teatro de Natal

Por Henrique Arruda
DO NOVO JORNAL

Natal vai ganhar mais um teatro municipal. A informação foi dada pelo próprio prefeito Carlos Eduardo durante um encontro com a Rede Potiguar de Teatro e reforçada quando ele leu sua mensagem anual no reinício dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal.

O novo equipamento cultural da cidade será construído na Zona Norte, mais precisamente na área de lazer do conjunto Panatis, localizado na Avenida João Medeiros Filho, uma das principais da região – e vai manter a homenagem que o espaço já presta ao poeta e produtor cultural Francisco das Chagas Bezerra de Araújo, mais conhecido como “Chico Miséria”.

Na verdade, o teatro vai fazer parte de um complexo que será implantado na região com galeria, espaços para livrarias, salas de cinema e outros aparatos culturais. “Será um equipamento de grande porte, onde iremos preparar uma programação contemplando as mais diversas manifestações artísticas”, comentou o prefeito na Câmara Municipal.

Esta não é a primeira vez que um teatro é planejado para a Zona Norte. O projeto, assinado pelo arquiteto Haroldo Maranhão e sua equipe, existe desde 2006 e deve sofrer pequenas alterações para se adequar às recomendações de acessibilidade. “Basicamente é o mesmo teatro pensado naquela época”, assegura o presidente da Funcarte, Dácio Galvão (FOTO).

O projeto será executado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi) e, ainda de acordo com Dácio Galvão, o prefeito já ativou o setor financeiro para que a licitação seja lançada no segundo semestre e as obras comecem o mais rápido possível.

Muito embora não tenha sido anunciado oficialmente o investimento, estima-se que a obra custe em torno de R$ 25 milhões. “É um número inicial, mas que não é certo. O orçamento final será apresentado pela Semopi depois que a pasta se debruçar sobre o projeto”, salienta Galvão

De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto, Haroldo Maranhão, a área de 6 mil metros quadrados criada por seu escritório vai muito além de um teatro. O complexo compreenderá também um centro cultural com duas salas de cinema com capacidade para 150 lugares cada; locais destinados à livraria; cafeteria; lojas culturais; galeria; salas para oficinas literárias e ainda um espaço para ensaios de bandas sinfônicas.

O palco reversível é o grande destaque no projeto porque poderá ser aberto para o exterior do centro cultural, sendo usado, portanto, de duas formas: como teatro coberto com 600 cadeiras, divididas entre plateia (498) e 102 (balcão), e anfiteatro com capacidade para 864 lugares.

“Há ainda um terraço superior com lojas, que oferecerá uma vista panorâmica da cidade e ainda possibilitará exposições ao ar livre”, detalha Haroldo, fazendo questão de frisar que o projeto também foi elaborado pelos arquitetos convidados Ícaro Cardoso, João Paulo Kikumoto e José Gaudêncio Torquato.

“Foi discutido pela Funcarte e encaminhado para o nosso escritório em 2006, e agora é uma grande alegria isso se tornar realidade porque Natal é uma cidade com carência de equipamentos culturais e não haverá nenhum desse porte”, avalia o arquiteto, que também já foi responsável pela revitalização da Rua Chile, em 1996, e pela fachada da Casa da Ribeira em 1999.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo