O outro lado

anjos

Anjos a partir pescoços;
Monstros a tocar harpas;
Santos a açoitar pessoas;
Feras a demonstrar carinho;
Deuses a inundar cidades;
Tiranos a salvar obra-primas;
Papas a promover genocídios;
Guerreiros a impedir massacres;
Padres a desonrar crianças;
Carrascos a salvar vidas.
Quem não tiver dois lados,
Que atire a primeira pedra.

(Danclads Lins de Andrade).

Brasileiro, nordestino, alagoano, advogado, cidadão comum, simples habitante deste planeta decadente... Rs... [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 15 comentários para esta postagem
  1. Fernando Monteiro 20 de outubro de 2011 12:23

    É phoda, né, amigo Alex? Só si divértindo mesmo é que a gente consegue aguentar. Intervenha mais aqui, senão o espaço fica todo para os (D)Jins…

  2. Alex de Souza 19 de outubro de 2011 19:09

    eu si divirto muito

  3. João da Mata 19 de outubro de 2011 14:39

    Caro Fernando,

    Sabe que muitos gostam do circo pegando fogo. Eu prefiro os palhaços
    Ainda estou sem fôlego. Não consegui sorver todo o néctar plus do seu comentário raivoso.
    Para alguns colegas você é “Deus”. Para outros, o marchand de Brennand.
    Do SP, talvez seja eu a pessoa que primeiro lhe conheceu e admira.
    Numa discussão importante você apelar para mau -caratismo e segregação, é muita baixaria para alguém da sua envergadura intelectual
    Poesia é signo, você sabe. Sabe também que ela é inútil. Dizer – gostei, simplesmente, nada significa. Não é símbolo. Não reflete a beleza da poesia.
    Me colocar contra os amigos Danclads e Jarbas isso é próprio de quem é infeliz.

  4. Fernando Monteiro 19 de outubro de 2011 11:57

    “Embora tenha gostado de algumas imagens não compartilho do maravilhamento dos colegas que me antecederamn nessa tribuna livre.
    O poema é linear e oscila binariamente com um final previsível.”

    OBS: Esse comentário do João da Mata sobre o poema do Danclads, é pura inveja ou mau-caratismo, Poeta Jarbas Martins (JoãoJim das Selvas deve ter diferenças tremendas com a sua excelente poesia, também)!
    PS: E, Danclads, liga não, cara, para “opiniões” que venham poluídas assim…

  5. João da Mata 19 de outubro de 2011 10:26

    Jarbas querido, não tente uma oposição ficticia com relação à
    à minha pessoa.
    A jugar pelos seus critérios de avaliação aqui e alhures voce tem muito que aprender.
    Acusei sérios erros de conceituação teórica no seu texto na ultima Preá.
    Voce sabe que a sua poesia deve constar em qualquer antologia potiguar.
    NÃO FIZ ANTOLOGIA. E, SIM, UMA HOMENAGEM.
    Tenho pagado sério por isso. Voce tem me isolado do seu canone e da sua vida.

  6. horácio oliveira 19 de outubro de 2011 9:51

    Não diria que esse poema constitua uma obra prima. Entretanto, é um bom poema sim, com imagens inusitadas e fortes e foge ao padrão costumeiro do confessionalismo egocêntrico da lírica atual.

  7. Jarbas Martins 19 de outubro de 2011 8:30

    Nosso João ainda está na infância poética.Eu desasnei, João, com 40 anos, lendo o ABC da Literatura de Ezra Pound. Agora eu sei porque você nunca me incluiu, no seu caderninho de poemas da ADURN. Marcos nos deu uma bela lição, nesta manhã.

  8. Marcos Silva 18 de outubro de 2011 23:18

    O comentário de João chama a atenção para um aspecto do poema, sua linearidade. Não considero isso defeito nem qualidade. É uma opção do poeta. Entendo que ele obteve bons resultados dentro dessa opção.
    No passado, defendi posturas de vanguarda como via única – continuo a considerar as vanguardas de grande importância mas não se constituem em obrigatoriedade. Hoje, entendo mesmo que não existe vanguarda sem retaguarda. Poesia é muita coisa. Poesia é mais indagação que resposta.

  9. Danclads Andrade 18 de outubro de 2011 20:48

    Tardio, por que poeta? O tempo é quando e agora aconteceu o momento e eu agradeço muito. Lisonjeado.

    Tua poesia não envelhece, na verdade a poesia é autêntica, não tem tempo nem idade. E comparar-me a Mombaça é outra honra para mim.

    PS: Gostei da ideia de Claudia, não para recitar, pois me sentiria um tanto desajeitado, ainda, mas para este abraço que tanto queremos. Nas oportunidades que já aconteceram do SP, todos esperavam tua presença. Espero que na próxima nos vejamos.

    Eu e Ednar enviamos abraços.

  10. Danclads Andrade 18 de outubro de 2011 20:41

    Marcos, busco sempre uma imagem que se adeque ao que quero passar, uma que transmita tanto quanto o texto. Afinal, foram as imagens a primeira forma externa de comunicação da humanidade, não é verdade? Obrigado.

  11. Danclads Andrade 18 de outubro de 2011 20:38

    Fernando, seu comentário, além de ser uma honra para mim, é oportuno. Não podemos elogiar para agradar; temos que ser críticos para que o outro possa melhorar, evoluir. Obrigado.

  12. João da Mata 18 de outubro de 2011 18:13

    Todo anjo é terrível, meu caro amigo Dan.
    Embora tenha gostado de algumas imagens não compartilho do maravilhamento dos colegas que me antecederamn nessa tribuna livre.
    O poema é linear e oscila binariamente com um final previsível.

  13. Jarbas Martins 18 de outubro de 2011 16:31

    Gostei muito, Danclads.Aliás,confesso que, em alguns versos seus, já tinha sentido seu grande potencial poético. Por que me calei ? Não sei. Há poucos dias em mensagens trocadas com nossa amiga Cláudia Magalhães, eu disse a ela que gostaria de ter a força e a jovialidade de tua poesia.Não disse de forma tão clara assim.Acho que é porque já sinto a minha poesia envelhecer, diante de talentos como você e Jota Mombaça.E a nossa amiga Claudia,vejam só, queria que eu me apresentasse num sarau com vocês. Se ela não fosse uma amiga de verdade, eu tomaria isso como uma crueldade..Parabéns tardios, poeta Danclads.

  14. Marcos Silva 18 de outubro de 2011 12:23

    Bonito poema, gostei tb do diálogo com a imagem apresentada.

  15. Fernando Monteiro 18 de outubro de 2011 10:50

    Beleza de poema, Danclads. Não é sempre que se pode escrever isso aqui — sinceramente falando, e sem querer te “agradar” ou outra porra qualquer do tipo etc.
    (Por falar nisso, atenção, gente!: Quando a boca mole elogia poemas que não são poemas, o crime devia ser inafiançável…)

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