O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo

II – O Livro como objeto de Desejo

Osvald de Andrade foi um dos maiores escritores brasileiros. Um viajante contumaz escreveu entre outros o livro-álbum-diário da “garçonniere” oswaldiana, produzido durante os turbulentos anos 1917/ 1918. Oswald de Andrade é o “infant terrible” das nossas letras e tudo que produz traz a marca do gênio e do excesso. Seja no elogio ou na crítica. Do Nelson Rodrigues disse ser um “analfabeto coroado de louros”.

Uma típica e maldosa provocação oswaldiana foi a alusão à suposta homossexualidade e cor de Mario de Andrade num texto ferino intitulado “Boneca de Piche”. Numa referencia ao belo poema Cabo Machado (postado aqui): “Cabo Machado é cor de jambo”… “Cabo Machado é moço bem bonito”…

Excessos á parte, Oswald foi um gênio da cultura brasileira. O livro “O perfeito cozinheiro das Almas deste Mundo”, é um dos mais belos livros produzidos no Brasil e foi publicado em edição facsimilar numa belíssima edição no século passado. Tenho essa edição repleta de colagens, tintas de cores variadas, carimbos, intervenções e ready-made numa féerie oswaldiana e de seus grandes e talentosos amigos que freqüentavam a famosa garçonniere da Libero Badaró paulistana amada e ainda pacata no início do século XX.

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