O plágio poético

Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 31 de Janeiro de 2013 9:38

    No tempo do Romantismo, originalidade (ser individual) era tudo. Depois, vieram Rimbaud e Fernando Pessoa, que estilhaçaram o sujeito – ou construíram em Poesia esse estilhaçamento em curso.
    Na segunda metade dos anos 60, em Natal, era comum ver alguns artistas plásticos visitando exposições, livro em punho, para identificarem plágios. Naquela época, não havia curso de Artes visuais em Natal, os candidatos à área estudavam por correspondência ou em escolas de freiras – alguns foram longe com essa base frágil. Ainda não era conhecido o trabalho de Warhol – cópia de cópia de cópia de cópia. Mesmo o livro de André Malraux, comparando Manet a Goya, não era lido.
    Gosto de um verso de Cazuza: “Mentiras sinceras me interessam”. Existem plágios dotados de talento. Existem originalidades bobas.

  2. Alice N. 31 de Janeiro de 2013 9:44

    Não fazer alusões, referências, citações etc. conforme ele parece aconselhar é o mesmo que acreditar na possibilidade de uma fala única e cem por cento original, à maneira do Adão mítico.

  3. Alex de Souza
    Alex de Souza 31 de Janeiro de 2013 11:41

    bom, não acho que seja isso o que o autor aconselha, Alice.

  4. Gustavo de Castro 31 de Janeiro de 2013 17:19

    Adoro o filme “Cópia Fiel”. Ele retrata justamente isto: a maior parte da cultura é mímese, a outra parte, tentativas de inovação.

  5. Jarbas Martins 31 de Janeiro de 2013 20:46

    Sempre admirei “plagiadores” como Dunga (o sambista), Torquato Neto, Haroldo de Campos e Antonio Maria ( que roubou versos e melodia de Fernando Lobo) Quem ousaria chamar Lamartine Babo de plagiador, por ter utilizado a música de um compositor norte-americano para fazer o hino do América F.C. do Rio de Janeiro ? O nome plágio, parece-me, está hoje, mais vinculado à arte de consumo, não é mestre Marcos Silva ? Na literatura os acadêmicos universitários têm outros nomes para esse recurso poético: plagiotropia, intertextualidade… O bom leitor, ingênuo, como se diz, ou culto, está acima dessas questões menores.

  6. horácio oliveira 1 de Fevereiro de 2013 18:05

    Taí, Jarbas, concordo.

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