O poeta alagoano do Recife

Texto do escritor Fernando Monteiro, em PDF, sobre o poeta Geraldino Brasil, publicado originalmente no jornal Rascunho, que começa a circular a partir desta terça-feira. Com exclusividade para o SP.

aqui

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Beatriz Brenner 13 de março de 2011 10:22

    Fico feliz ao ler tanta coisa boa sobre papai, Geraldino Brasil. Estou no momento lendo cartas que ele escreveu a poetas e admiradores, principalmente seu tradutor colombiano, poeta Jaime Escobar e o poeta e crítico gaúcho Paulo Hecker Filho. Essas cartas têm informações valiosíssimas não apenas sobre a arte de escrever poemas, mas sobre si próprio, suas dores e alegrias, a vida, a família, sobre Deus. As cartas têm poesia e transmitem uma profunda preocupação com o outro, mais do que tudo. Entre cartas enviadas (cópia carbono) e recebidas, acredito que passam de umas mil delas. Após concluir a leitura, que faço com toda atenção possível, fazendo anotações, marcações, etc., pretendo escrever uma biografia (esta é a minha ideia inicial) ou mesmo organizar uma ‘auto-biografia’, já que ele é quem conta sua própria história. Sem dúvida, o material é muito rico para ser deixado às traças nas gavetas do seu arquivo onde se mantiveram até hoje. Transcrevo um trecho de uma destas cartas ao Jaime de 4/9/79: “Em 1933 tinha eu 7 anos. Nasci no campo, vim para a cidade quando você nascia. Morei em muitas ruas em Maceió e aqui em Pernambuco, nas cidades de Palmares, Escada, Recife. E parece que nessas ruas só havia a minha casa, porque a minha casa tem sido o único endereço conhecido pelo tempo. Assim pensam que tenho 60 anos ou mais. Pessoas que nao sabem ver, porque observassem bem, saberiam que tenho milênios…”

    Agora só me resta trabalhar, trabalhar, trabalhar. Sei que não estou só, como nunca estive. Preciso da força de todos que o admiram, o reconhecem e o amam. Da força de pessoas como vc Fernando, Jarbas, Lívio. Forte abraço!

  2. Jarbas Martins 2 de março de 2011 5:37

    Meu caro poeta Fernando Monteiro,infelizmente não conheci pessoalmente Geraldino Brasil.Descobri-o, no correr dos anos 70, na calçada do Café São Luiz, em infindáveis conversas com o escritor Franklin Jorge, que me falava muito sobre o poeta.Dizia-me Franklin que tinha lido a poesia desse alagoano quando era muito jovem, e ainda morava em Assu.Sua admiração era tanta, que sonhava ser Geraldino Brasil quando crescesse.Abraços.

  3. Fernando Monteiro 1 de março de 2011 22:09

    Grato, Lívio.
    O Geraldino — que Jarbas Martins (que bom!) conheceu — é um poeta que merece MUITO MAIS, acreditem.

  4. Lívio Oliveira 1 de março de 2011 19:14

    Brindando-nos com textos como esse, Monteiro nos mostra que é, sim, generoso e altivo.

  5. Fernando Monteiro 1 de março de 2011 18:50

    Obrigado, Jarbas. Poetas já esquecidos ou que começam a caminhar — inesperadamente — pela senda do olvido (parece bolero, mas é somente injustiça), comovem-me como se houvesse um Natal permanente no coração de 61 anos (que sabe bem o que é um mundo, infelizmente, de poucos Jarbas & Geraldinos e muitos…), bem deixa pra lá!
    Enfim, obrigado, Poeta!

  6. Jarbas Martins 1 de março de 2011 13:56

    belo perfil, fernando, oportuna lembrança desse poeta que descobri nos anos 70, e que sempre admirei.e ele estava tão esquecido…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo