O POLICIAL E O COVEIRO

Um coveiro
resolveu mudar de vida
porque ganhava pouco dinheiro

resolveu ser policial
era chefe
de um quarteirão inteiro

meteu-se onde não devia
levou apenas um tiro
mas foi certeiro

por ironia do destino
foi enterrado por um policial
que resolveu ser coveiro.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Andrey jack 21 de novembro de 2011 12:16

    PARABENS, IMPOSSIVEL INCRIVEL…RSSSS…

  2. Regiane de Paiva 12 de setembro de 2011 13:53

    Poxa Anchieta, seu poema é um círculo, irônico círculo, onde o encontro das pontas culmina numa fatalidade resultante do “meteu-se onde não devia”. Como vc mesmo diz, “porra meu irmão, barra pesada” este poema. Gostei demais!

  3. Anchieta Rolim 12 de setembro de 2011 13:13

    Obrigado Jeft, manteremos contato via email. Um abração!

  4. Anchieta Rolim 12 de setembro de 2011 13:11

    Valeu grande J.Paiva, seu comentário é muito importante amigo velho.um abraço!

  5. José de Paiva 12 de setembro de 2011 9:19

    Fabuloso esse poema. Reprodução fiel do tecido uniforme que determina uma sociedade incompleta como a nossa… um funil…

  6. Georja Queiroz 11 de setembro de 2011 22:44

    DE ANCHIETA ROLIM:
    Exatamente Georja, tudo por dinheiro…Obrigado e um beijão!!!

  7. Georja Queiroz 11 de setembro de 2011 22:42

    DE ANCHIETA ROLIM:
    Obrigado Marquês, é como o jogo dos nossos pinceis nas telas e no final tudo é poesia….

  8. Jefte Lemos 11 de setembro de 2011 21:05

    Olá amigo , falas da vida como ela é, muito bom continue a desenhar pensamentos.

  9. Georja Queiroz 11 de setembro de 2011 15:22

    Muito bom Anchieta e tudo por dinheiro…

  10. O Marquês de Pindorama 11 de setembro de 2011 11:40

    Rolim, meu amigo.

    Gosto muito de jogos de palavras e ideias. Disso é feito um poeta!!

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