O quarto numa sexta feira de Outono

Arte: Van Gogh

Tácito, amigo. Estou admirado de você acordado a essa hora da noite. Você um homem de hábitos tão rígidos seguindo a sua compleição física. Dorme cedo, caminha e não bebe.

E eu sempre em atividade, cheguei agora do lançamento de um álbum de gravuras do meu amigo João Natal, na livraria do Praia- Shopping. Bonito trabalho. João leu um texto de Newton Navarro publicado na TN em 1965. O texto fala de um pássaro azul preso bicando a sua prisão. Newton vem para casa e pinta/ escreve sobre um pássaro azul livre como pode ser a imaginação de um poeta. Adorei o texto e as gravuras. Amanha tem mais lançamento.

Ai rapaz, peguei e não consegui largar um livro sobre a história do quarto. Quanta coisa não acontece dentro de um quarto. Gostaria de saber como é o quarto de cada pluralista. Se vc escreve no quarto. Se seu quarto tem cortina. Enfim, diga ai como você se relaciona com o seu quarto.

Abraços, amigo. Boa Noite

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Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. Denise 29 de junho de 2012 10:38

    Professor Da Mata

    Meu quarto é pequeno e sem privacidade alguma, pois não existe divisória que o separe do quarto do meu irmão. Em boa parte do tempo não dá para ficar “à flor da pele” nele, como poetizou nossa amiga Ednar…Caríssimo, nele há uma cama de solteiro, uma escrivaninha onde eu estudo e uso o computador, uma mobília pra colocar a tv (que eu quase nunca ligo) e um guarda-roupas quase desmanchando-se, com a madeira caindo aos pedaços. Queria que ele fosse mais aconchegante e bonitinho. Um dia quem sabe, né não? Rs.

  2. Alex de Souza 1 de abril de 2012 1:08

    Revelado o segredo: Tácito é um monge trapista!

    • Tácito Costa 1 de abril de 2012 10:27

      rsrsrs… melhor do que ser o que uns cabras de peia andam insinuando lá no Twitter, segundo Ana Luiza já se configura bullying, tô vendo a hora Ana Braga me chamar pra ser entrevistado.

  3. João da Mata 31 de março de 2012 14:59

    Maravilha Ednar, seu quarto. Tirei os livros do meu para desafogar. To resistindo a colocar televisão. Gosto do escurinho. DE cortinas.
    Perfume, vc sabe que é complicado. Pode estragar uma noite. Tb gosto de incenso mas ha quem não goste. Melhor combinar. Assim tb quando vai comer cebola ou alho. Tem que combinar com o parceiro (a). Lembro sempre com saudades do ultimo cigarro do dia que fumava na cama. Ai fazia uma reflexão sobre o dia. Isso quando fumava. Lembro tb que nossos avos guardavam dinheiro embaixo do colchão. Quer dizer que quem vai na sua casa tem o direito de conhecer seu quarto ? ( rs rs ). Fiquei com inveja de Tácito e Denise.
    Falarei mais sobre o quarto á medida que for lendo o livro.
    No livro tb fala que muitos escritores escreviam nos cafés. Bacana, não! Abraços, querida. Boa Tarde para voce e os seus.

  4. Ednar Andrade 31 de março de 2012 13:53

    Rs…querido Da Mata.

    O quarto…Gostei da tua reflexão sobre o quarto.O quarto penso, é o segundo lugar fora do coração…É no quarto que ficamos realmente a flor da pele. Há de haver toda uma intimidade pessoal; é no quarto que descansamos ,ficamos entregues ao sonho ou aos mesmos…Enfim, tudo pode acontecer no quarto.

    O quarto não precisa está inserido em nenhum padrão de moda ou estética. Isto na minha concepção …. O indivíduo,entrega-se ao deleite do sono ou dos prazeres…Rs…

    O quarto é o seu repouso de guerreiro.É seu pequeno céu.Existem aqueles bem caros, aqueles bem frios,os bem simples,os desorganizados,os quase perfeitos estes na minha visão são os bem solitários, onde poetas e escritores invadidos de inspiração escrevem e descrevem os amores e as poesias,as alegrias e os dissabores…Sem a preocupação do certo.E apenas uma certeza :liberdade.

    O quarto é e deve ser sempre o seu paraíso; para alguns um inferno onde a vida é um eterno outono; para outros uma oásis, em aquarelas,ou sépia,em tons jamais descritos…
    Eu particularmente gosto do meu. Há nele um poema silencioso,um verso sempre vagando…Pois tantas vezes na madrugada acordo e escrevo versos nunca jamais postados.Além do que, tenho um hábito de aspergir perfume em todos os cantos…

    E quem o adentra percebe no ar um perfume que varia de acordo com o meu momento…E estou feliz e quase sempre estou. Incensos… Sempre voltados para a natureza: florais, e verdes…Alguns pluralistas como:Anne Guimarães,Denise Araújo e Tácito costa conhecem…Rsss

    O meu é um lugar para mim,aconchegante…Mas só passo por ele com uma reverência de santuário…Não sou dada a cestas,só durmo tarde,acordo cedo.

    Nele há uma desordem organizada… Livros,pouca luz ,cama armários,não suporto ventilador,não gosto da total escuridão adormeço com a tv ligada,no meio da noite acordo e a desligo ,tem mosquitos vagos…. Rs que cantam uma canção numa nota só…E uma paz infinta. Bom mesmo é o terraço, onde observo o verde e a passarada e o alvorecer dourado deste paraíso.

    PS:escrevo em qualquer lugar,inclusive no quarto olhando através da janela que dá acesso para o quintal….

    Beijos,querido!

  5. João da Mata 31 de março de 2012 8:51

    Bacana amigo, adorei o seu quarto; Cuidado com o ventilador. Ao aquecer muito pode incendiar a casa. Gostei de saber da rede. Eu tb oscilo entre a cama e a rede. Adoro dormir e ler na rede.
    E o criado mudo, não tem no seu quarto? Um quarto sem criado mudo não é quarto. Voce escreve no quarto?

  6. Tácito Costa 31 de março de 2012 8:45

    Damata, escolhi esse quadro para o seu post porque o meu quarto guarda algumas semelhanças com esse de Van Gogh. Com uma diferença básica, não tem cama, durmo de rede – devido ao calor e para ganhar espaço – rs. Também tem duas cadeiras, mais usadas como cabide, um guarda-roupas e ao invés da mesa, uma pequena estante onde ficam a Tv, cheia de casa de aranha, e alguns livros e DVDs. Sim, e um ventilador que resiste há vários verões e quedas. É um quarto de quem sempre esteve em trânsito na vida.

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