“O que é de gosto…”

Por Tácito Costa

Nas últimas campanhas eleitorais sempre tratei de externar aqui quem são meus candidatos. Mesmo sabendo que isso pode fechar portas, ocasionar incompreensões e me levar a ser olhado de esguelha em certos meios onde circulo. Pelo menos no jornalismo potiguar existem esses riscos.

Tudo bem, aceito pagar o preço porque isso me faz bem. E como dizia minha avó “o que é de gosto arregala o peito” (o provérbio português é um pouco diferente: “O que é do gostoregalo da vida”). Sentidos iguais.

Como está se desenhando um segundo turno ainda mais agressivo, com reflexos diretos nas redes sociais e na vida de todo mundo, gostaria de reiterar meu compromisso de respeitar as opções e opiniões políticas de todos, sem patrulhamento ou tentativa de impor que meus candidatos sejam melhores. Se os eleitores conduziram-nos ao segundo turno certamente que vislumbram qualidades neles. Como disse Francisco “quem sou eu para julgar ninguém”.

No Facebook

Como vocês já devem ter observado não invado as “linhas do tempo” do Facebook de ninguém para comentários e provocações inúteis. Vários amigos postam coisas com as quais não concordo. Eu simplesmente fico na minha. Não curto, compartilho e nem comento ou escrevo indiretas na minha timelime. Isso pode ser entendido como respeito. Então, quando eu também escrever coisas que vocês não concordam e repugnam ignorem. Óbvio que me refiro aqui às tentativas de desqualificação das minhas posições políticas e opinião. Creio que aqui ninguém é criança, ou desinformado ou imbecil ao ponto de não saber fazer suas escolhas com consciência.

Cada um no seu quadradinho é melhor. Com isso, evitamos o risco de arranhar a amizade.

É possível conviver sim com as diferenças políticas. E até fundamentalismos, de toda espécie. Fazemos isso em nossa família, quando muitas vezes a mulher, filhos, primos, sobrinhos e até os pais tem opiniões e escolhas totalmente opostas às nossas. E nem por isso deixam de merecer nossa consideração e respeito e representar muito pra nós.

Por que isso não pode ser estendido às redes sociais? Acho que com um pouquinho de bom senso e respeito a gente consegue.

Mas se isso não for possível o jeito é excluir a pessoa do convívio virtual, ninguém é obrigado a suportar diatribes e enchimento de saco de senhor ninguém.

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