O SILÊNCIO DO MURO DO JARDIM

Por Carlos Gurgel

aqui
nesse manicômio
animais são como corvos
que se entrelaçam entre tantas bombas e estopins

tudo tão dilacerantemente
espontâneo espantoso
estampido
desse mundo fudido

tudo tão fundido de uma rosa
que naquela esquina explode
de tudo tão de todos apogeus e cadafalsos
e de tantas chuvas de meteoritos que caem
sobre a janela do meu quarto

e nesse silêncio desse muro do jardim
já nada demais de tão obscuro desaconteçe
como só dessa terra já tão pouca
de tanto adubo para tantos corpos tão porcos.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Carlos Gurgel 25 de setembro de 2011 13:10

    agradecido Marcos que dialogava nos anos 70, pelos festivais de música que por aqui aconteciam, sempre antenado, desde sempre. éramos contemporâneos dessa década. hoje, reconheço, tem muita arte bacana por ai. saudosismo, jamais!! continuo curtindo o Led como tambem, agora, Satanique Samba. abraço!!
    e o Jarbas, amigo também desde os 70, timoneiro, insiste que eu participe do Flipipa!! um dia irei para Monteiro Lobato rever o amigo Dailor Varela, que tanta falta faz nessa cidade
    Cgurgel

  2. Anchieta Rolim 25 de setembro de 2011 12:48

    Valeu Gurgel! Concordo plenamente. Parabéns cara!

  3. Jarbas Martins 25 de setembro de 2011 11:51

    Marcos Silva e Carlos Gurgel no Festival Literário de PIPA.Preserve PIPA, preservando o FLIPIPA.Minha campanha bombando no Twitter #osmelhoresnomesparaoflipipa.

  4. Marcos Silva 25 de setembro de 2011 10:46

    Carlos:

    Lendo seu poema, senti que homens são animais, corvos entre corvos, “tantos corpos tão porcos”.
    Obrigado.

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