O Trânsito, o alagamento das vias públicas, calçadas enceradas e o Monstro

Por Pedro Rodrigues
NO VETOR CULTURAL

Sempre procurei manter o VETORCULTURAL fora das questões e opiniões políticas, mas como moro na cidade, e preciso da cidade para me manter através de suas vias, vou opinar. Se Recife fosse um corpo humano, estaria à beira do enfarte, ou trombose ou qualquer outro dano, quem sabe até um AVC.

Vergonhosa essa situação. Vergonhosa a situação pela que passa a cidade, com seu trânsito, e as diversas questões que fazem com que uma cidade se mova, cresça e gere mais e mais progresso.

O Trânsito e o alagamento das vias públicas

O tempo que perdemos hoje driblando o trânsito, que a cada segundo parece jogar contra nós, é imenso. A sujeira nas vias públicas, resto de comidas jogados em calçadas, por donos de restaurantes e bares, calçadas sem condições de se andar por elas, motoristas sem condições de dirigir tal a situação de imperícia no trânsito, entre outras coisas.

Parece até que os governantes, ignoram o crescimento das cidades. Vivem alheio a esta questão. Pelo Amor de Deus, Recife parece um monstro inchado prestes a explodir. Falta espaço, falta espaço, falta espaço, UFA!

Esta questão do alagamento das vias públicas vem de longe, e ninguém, mas ninguém mesmo fez nada do que é necessário.

Recife está debaixo d’água, com vias públicas alagadas, pessoas ilhadas em determinados locais, acidentes constantes, árvores caindo(as prefeituras normalmente não cuidam da vida das árvores, de seu crescimento – a “poda” é quase um assassinato da mesma).

Água, muita água, e Recife não cria condições para que seus habitantes possam simplesmente andar pela cidade. Senhoras caindo nas ruas, devido a quantidade de restos de comida nas calçadas.

Existem calçadas em Recife, principalmente próximas aos bares, que parecem enceradas, sabe!? Aquela camada de sebo, gordura, lixo, água? – e calor. Isso fede, fede e com qualquer quantidade de líquido se torna uma casca de banana gigante. Responsabilidade de quem? Dos donos de bares e restaurantes. E a cidade fiscaliza, cobra alguma coisa? Se cobrasse não estaria ocorrendo.

A quantidade de carros colocadas no trânsito todos os meses é imensa, e não pára, não vai parar, senão vamos voltar a sermos países de terceiro, quarto mundo. Como pessoas, trabalhadoras, procuram evoluir em seus negócios, temos o direito de crescer, trocar de carro, quem sabe até comprar um novo.

As cidades não acompanharam o crescimento do País, da economia como um todo. E a quanto tempo ocorre isso? E não se planeja nada, não se procura visualizar nada. Outra coisa: Rodízio de carros é uma palhaçada. Um mal necessário, mas é uma palhaçada.

Quem mandou alimentar o monstro?

Pedro Rodrigues é artista multimídia e blogueiro:

http://vetorcultural.wordpress.com/

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. DENIS MAERLANT 21 de abril de 2011 20:43

    Faço outra pergunta: Quando vamos deixar de alimentar o monstro? Espero que o jejum do monstro tenha começado com esse grito do Pedro Rodrigues.

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