O valor do livro e da leitura

Por Jairo Lima

Engraçado. Quando eu era sebista me entrava um cara com uma camisinha de malha Lacoste de 150 mirréis, um tênis de 400 paus, um óculos escuro de 150 reais e pegava um livro de míseros 30 reais para reclamar que era caro. Livro não é caro porra nenhuma. Livro, no Brasil, não tem valor. Isto é outra coisa. Ou seja: livro não serve para comer ninguém, nem para enganar o chefe no trabalho, nem pra dar status na conversinha no bar da esquina e, por isso, não merece qualquer “sacrifício” financeiro. Livro não serve pra nada. Só pra ler, pensa o imbecil e revira os olhos.

Por Carlos de Souza

Arrisco até a dizer que quem fica viciado em leitura dificilmente a substitui por alguma droga fuleira como a cocaína ou o crack. Acho que os problemas das drogas poderiam ser resolvidos com um simples livro. Quem lê muito não abre mão deste prazer por paraísos artificiais por muito tempo. Ler é sempre melhor. O melhor ópio que existe. Melhor que religião. Melhor que álcool. Um pouco menos que sexo. Um pouco menos que música. (texto roubado do Papo Furado, de Jairo)

P.S: Alguém aí pergunta a Carlão qual o melhor: sexo ou música? (rs)

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