Obama: aposta no futuro?

Amigos:

Divulguei no “Papo furado” o seguinte comentário sobre o Nobel da Paz:

Se Barack Obama já tivesse fechado Guantánamo e reatado relações diplomáticas com Cuba (criticando o que quiser do regime, é claro), até que seria um nome a se cogitar. Por enquanto, o prêmio é submissão aos EEUU ou, quando muito, confiança no porvir. Afeganistão e Iraque continuam na mesma. As críticas ao Irã e à Coréia do Norte se mantêm confusas – o país detentor do maior arsenal atômico do planeta denunciar outros que talvez cheguem a fabricar – ou já estejam fabricando – artefatos atômicos parece piada.

Eu preferiria atribuir o Nobel da Paz a instituições que lutam contra novas formas de escravidão no mundo atual.

Obama parece desempenhar bem uma função de public relations de seu país: eleito um negro num país de recente passado racista, parece que tudo mudou; pode ser que algo (muito pouco) tenha mudado mas nem tanto.
Lula também figura internacionalmente como public relations e grande novidade – eleito um ex-operário num país de recente passado ditatorial etc.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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