Obras de 26 artistas na 3ª edição da Exposição Estação Verão

Tala intitulada 'Quem é Você?'

A Secretaria Extraordinária de Cultura do RN (Secultrn) promove nesta quinta-feira, 30, a abertura da exposição especial, intitulada Estação Verão III, na Pinacoteca do Estado, a partir das 19h. Essa exposição tem uma característica bastante interessante, que é a interação direta entre os artistas e os consumidores de arte e funciona da seguinte forma: todas as telas e outras peças produzidas pelos 26 artistas selecionados previamente através de edital estão à venda e podem ser negociadas diretamente com os artistas. A Mostra Estação Verão III contribui, portanto, para que amantes das artes, que estejam de férias por Natal possam comprar e reservar diretamente com os artistas, os quais tanto têm projeção local, quanto nacional e até internacional. Os interessados terão acesso às obras até o final de fevereiro, mas somente após o final é que as obras poderão ser levadas para casa.

Essa coletiva de artes visuais contempla em seu edital desenho, pintura, escultura, gravura, fotografia e arte digital. Contou com a curadoria do próprio diretor da Pinacoteca, Mathieu Duvignaud. Os selecionados foram os seguintes artistas: Juan Casanova, Ivone Mendes, Goreth Caldas, Ramilla Souza, Wagner Di Oliveira, Viviani Fujiwara, Janel, Coletivo Aboio, Érica Bocca, Rodrigo Costa-Mar, Jordão, Marcelo Fernandes, Jaya, Eli Cavalcanti, Jean Sartief, Valderedo, Clarissa Torres, Iran Veetmohi, Vilela, Capucine, Pamela Reis, Leonardo Versieux, Lourdinete, Lau e Marcelo Amarelo. Para a secretária extraordinária de Cultura, Isaura Rosado, a terceira coletiva Estação Verão consolida, ainda mais, a expectativa de aliar a produção artística, especialmente neste caso a visual, à democratização dos espaços públicos e o acesso ao público cativo às artes. “Ficamos muito satisfeitos quando vemos tanta diversidade, com diferentes gostos e estilos selecionados neste edital. Queremos que o público visite, vislumbre, consuma e aproveite, inclusive, para ver nossas outras exposições em cartaz na Pinacoteca”, disse ela.

“Boa parte dos trabalhos é de pinturas em telas, mas também vamos encontrar na exposição fotografias, arte digital, performance e escultura. Sem dúvida estamos diante de uma chance de conhecer novidades do mundo das artes, que vai agradar o público que visitar a Pinacoteca nesse período”, garantiu Duvignaud.

Lançamento de livros

Na ocasião, a Secultrn e Fundação José Augusto lançarão três títulos da Coleção Cultura Potiguar: Prédicas, Alocuções e Necrológicos, de padre Jorge O´Grady; A História do Ó e outras histórias do RN, da jornalista Nadja Lira e Cabaú: do Engenho ao Casario, de Margareth Pereira

O primeiro livro, de número 41 da Coleção Cultura Potiguar, como o próprio nome sugere, é composto pelo resumo das pregações do padre Jorge O´Grady realizadas em missas dominicais. É um título que aproxima o cristão dos ensinamentos do Evangelho. O cônego Jorge O´Grady nasceu no Vale do Ceará-Mirim e dedicou sua vida ao Clero, às letras e à Ciência, falecido no início nos anos 2000. O livro editado pela Secultrn é inédito e contou com a organização de Mercedes Paranhos, uma mulher também devotada às letras, residente no Rio de Janeiro, que já tem mais de 90 anos e que foi uma espécie de secretária do padre. Foi o imortal da ANL e ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do RN, Jurandyr Navarro, o responsável pela articulação entre a organizadora e a editora da FJA. Segundo ele, Mercedes o enviou os escritos em dois tomos e ele resolveu juntar em um só, para facilitar a publicação.

Já o segundo título, de número 42, A História do Ó e outras histórias do RN, tem segundo a autora, Nadja Lira, a intenção sobretudo de atrair o olhar do público leitor mais jovem, que ainda freqüenta as salas de aula, sob a perspectiva de fazêlos se interessar pela geografia, cultura e costumes do povo potiguar, já que as histórias são ambientadas e contadas a partir de referências do Estado. “Como não se ama aquilo que não se conhece”, Lira acredita que a literatura e as conexões que ela pode fazer com detalhes e peculiaridades do lugar, podem fazer o leitor se interessar e, por que não, se apaixonar por sua terra natal.

O terceiro livro, de número 43, Cabaú: do Engenho ao Casario, de Margareth Pereira, é uma obra ficcional que bebe das fontes históricas de uma das atividades mais lucrativas do Estado em determinada época: a produção de açúcar. O texto de apresentação resume: “A autora descreve e analisa com muita competência o cenário da produção canavieira num recorte eminentemente amoroso do Vale do Ceará-Mirim na tessitura de uma escrita fiel ao gênero em foco, criativo e repleto de paixão ao tema em discussão”.

Serviço:

 Abertura da Estação Verão III

 Lançamento de livros da Coleção Cultura Potiguar

 Dia: 30

 Hora: 19h

 Local: Pinacoteca do Estado

 OBS.: Os livros custarão entre R$ 20 e R$ 30 e as obras de arte têm uma média de preço entre R$ 600 e R$ 1500, podendo variar para mais ou menos

Comments

There are 2 comments for this article
  1. marcia 30 de Janeiro de 2014 14:58

    bom, não pode-se afirmar que houve seleção, pois todos os inscritos foram selecionados
    veja no edital 34 inscritos 34 selecionados

  2. Marcos Silva 30 de Janeiro de 2014 16:56

    Gosto muito de visualidades. Sinto certa angústia em relação ao circuito de artes visuais, produção e mercado. Quem vê as artes visuais? Quem possui seus produtos? Parece-me um universo mais elitizado que literatura, alg paralelo a alta costura – quem usa aqueles vestidos desenhados com exclusividade?
    Sim,existem grafites públicos, que pouca gente encara como arte.
    Falar do passado glorioso, transformado em tesouro inalcançável (Miró, Calder etc.), não diminui a angústia.

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