obsessão pelo passado

O André Barcinsky publicou em seu blog uma entrevista com o crítico musical Simon Reynolds, autor do livro ‘Retromania – A Obsessão da Cultura Pop pelo próprio Passado’ com interessantes observações sobre a cultura digital e a cultura de massa (uso o termo aqui só pra fazer raiva a Jairo Lima). É mais ou menos o terceiro post do blog, que é muito bom, por sinal.

http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/

Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 9 comentários para esta postagem
  1. carito 26 de agosto de 2011 0:19

    durAlex: … e fiquei pensando, continuei pensando sobre o que escreveu esse cara… e cara! ele organizou pra mim meus pensamentos desorganizados sobre o assunto… o assunto muito e eu sinto tanto… agora vejo que não era/é uma coisa só minha, e eu me sentia tão estranho no vinho – quanto mais velho melhor! e é sobre vinis-vinículas que estamos falando, sobre a estação botafogo, sobre lado a e lado b… um dia desses meu amigo max pereira me disse que acha que a quantidade ideal de músicas em um disco é ainda a dos velhos vinis… ou será que ele falou em cd… enquanto a tônica é exceder, mp3 e meia e já! e ainda assim, há sim? não sei se pensar assim/há sim é para todos, talvez paraêbirús…

  2. Jarbas Martins 25 de agosto de 2011 16:15

    como diria Charlie Brown, personagem de Charles Schulz -“Eu sempre acho que posso modificar o meu passado”.

  3. João da Mata 25 de agosto de 2011 14:32

    Caros Alex, Marcos et al.

    Gostou muito de uma música do Paulinho da Viola que faz elogios a um tempo presente. Aproveito para convidar a todos para o Show do Paulinho no sábado. E aproveito também para dizer que adoro Mey Matogrosso. Um Senhor interprete , que não tem nada de superficial.

    Meu Mundo é Hoje / Paulinho da Viola

    Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
    Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
    Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
    Eu sou assim, assim morrerei um dia.
    Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
    Tenho pena daqueles que se agacham até o chão
    Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
    Nunca tomei parte desse enorme batalhão,
    Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
    Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.

  4. Alex de Souza 25 de agosto de 2011 14:23

    Aqui na Paraíba, Marcos, nos estudos sobre mídia e cotidiano, o grande lance é o presente, pois é nele em que realmente se vive e se constroem as relações sociais. Ah, o tempo.

    Essa obsessão sobre o passado de que fala o Reynolds, especificamente sobre a música pop, é mais um olhar sobre como esse referencial se constrói cada dia mais sobre um passado bastante recente. Tudo envelhece muito rápido nessa indústria, mas as novidades têm cada vez mais cara de coisa velha. Dá pra pensar.

    Quando comecei a trampar com jornalismo cultural, percebi que se especializar em música pop era algo muito parecido com um trabalho de sísifo (sem falar que, em jornalismo, a gente geralmente só sifu): sempre surgia uma grande banda que ia revolucionar o mundo, mas apenas por aquela semana. Era muito pior do que acompanhar Tácito e Woden descobrindo um novo escritor de Trinidad e Tobago toda semana.

    Quanto aos cineastas, realmente é muito melhor ficar com suas obras. Mas que é divertido uma futrica de vez em quando, isso é.

    • Tácito Costa 25 de agosto de 2011 15:15

      Alex, continuamos a desbravar a África, mas chegaremos a Trinidad e Tobago – rs. A última “descoberta” foi o angolano valter hugo mãe. Quando falam em novidades literárias lembro do poeta Luís Carlos Guimarães, que sempre dava notícias de livros e autores que a gente ainda não tinha ouvido sequer falar.

  5. Marcos Silva 25 de agosto de 2011 12:06

    Fui aluno de Fernando Novais, importante historiador brasileiro. Ele falava que o único tempo existente é o passado: o presente está passando (virando passado), o futuro não chegou ainda.
    Artistas aprendem com artistas. Isso não é exclusividade da tal cultura de massa. O importante é pensar sobre o que se faz com o passado. O que Picasso fez com Ingres? O que Guimarães Rosa fez com Homero?
    No mesmo site vi cineastas atacando cineastas. Normal. Ele nem incluiu Orson Welles debochando Michelangelo Antonioni. Existem poéticas, existem egos, existem ciumeiras. Os filmes de Bergman são infinitamente melhores que as opiniões dele. E tem cineastas que amam outros cineastas.

  6. Jarbas Martins 25 de agosto de 2011 11:34

    mal comentando tua postagem (que palavra mais feia), grande Alex:

    o passado é recente/o amor só agora/ a saudade, essa ausente

  7. carito 25 de agosto de 2011 8:22

    Muito bom mesmo! Valeu, durAlex!

  8. Jairo llima 24 de agosto de 2011 23:36

    Alex, tu não me faz raiva, tô é com saudade dos papos maneiros lá da finada Kriterion.

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