Oficina gratuita de xilogravura mostra passo a passo de uma produção

Oficina mediada pela artista plástica Letícia Paregas, Iniciação às Técnicas de Xilogravura: do Desenho à Impressão, ocorre entre os dias 11 e 14 de fevereiro. Serão quatro encontros, divididos em oito tópicos, com todos as etapas para a produção de uma xilogravura. Tudo on-line, via plataforma do Google Meeting, com dois tópicos abordados por aula.

Leticia Paregas é artista plástica há 15 anos, na cidade de Natal. Tem experiência em desenho, pintura em aquarela, técnicas mistas e gravura, além de ser graduanda em produção cultural no IFRN cidade alta.

“Comecei a desenhar com 13, 14 anos, mas foi em 2008, eu já com 16 anos que eu fiz minha primeira exposição coletiva. Foi quando eu me interessei em fazer vários cursos e me aperfeiçoar em várias técnicas. Em 2011, fui pra Curitiba fazer cursos e encontrei a gravura. O Paraná é muito forte em gravuras, com vários mestres. Foi ali que me apaixonei pela técnica. Voltando para Natal, eu passei no IFRN e lá em vi que tinha uma prensa de rosca, num laboratório. Então eu fiz uma oficina no IFRN, A Arte da Xilogravura, que é completa. Do modo básico ao avançado. Foi o que me deu o estalo de começar a pensar na oficina para comunidade, aberto, sem pré-requisitos. Isso foi em 2014, 2015 e virou meu TCC, meu projeto de finalização do curso”.

A inscrição pode ser feita diretamente no perfil da artista @leticiaparegas, até o próximo dia 04. Não tem pré-requisitos, sendo apenas necessário que o aluno tenha no mínimo 15 anos de idade e resida no Rio Grande do Norte.

“A gente vai fazer todo passo a passo. Vai ter uma introdução teórica, explicando como será a oficina que, por mais que ela seja básica, é bem completa. Vou falar de todas as técnicas, etapas necessárias para fazer uma xilogravura. Da matriz, do estudo de imagem, que passa pela matriz, da impressão que, no caso, é a obra final. E, se possível, pois nem todas as pessoas têm acesso ao material, em Natal não tem uma loja que venda todos os materiais, os alunos estarão produzindo uma xilogravura.”

Leticia Paregas é artista plástica há 15 anos e tem experiência em desenho, pintura em aquarela, técnicas mistas e gravura,

Popular e contemporânea

Sem lojas especializadas no material, poucos cursos gratuitos e apelo na mídia, a xilogravura, em um primeiro momento, surge como uma atividade cara. Oferecer opções e mostrar novos caminhos para quem quer conhecer essa arte é uma das metas de Letícia.

“Infelizmente ela não é uma arte muito acessível, exatamente por não ter muitos cursos gratuitos, votados para a comunidade. Alguns artistas, como Erick Lima, faz cursos nas escolas, isso é uma forma de gerar acesso. Por incrível que pareça, tem muita gente que não sabe o que é xilogravura. Já ouviu falar, mas não sabe o que é. Existe também a dificuldade de acesso aos materiais. Por mais que seja uma arte barata, por você poder reproduzir diversas vezes a obra, fica um pouco inacessível pelo custo da tinta e do rolo de gravura, que é um pouco caro. Mas a gente adapta e dá dicas para todo mundo praticar a arte.  Por exemplo, a madeira da umburana, que é a madeira mais comum na xilogravura do cordel. É uma madeira que está em risco de extinção. A gente adapta pro MDF, que é de fácil acesso e barato”.

Mais conhecida nas ilustrações dos livretos de cordel, a xilogravura no Brasil veio com a colonização portuguesa – uma arte cujas primeiras notícias vieram da China, mas que sofreu grandes transformações na Europa Medieval. Aqui no Estado, alguns nomes se destacam.

“A xilogravura dá pra se aplicar em diversas formas, tanto de forma comercial, como artística. Ela permite diversas linguagens. Por mais que ela seja um processo rústico, ela tem diversos desmembramentos, que você pode aplicar em diversos suportes [matriz]. A arte no Rio Grande do Norte é bem representada. Tem artistas incríveis, cada um com seu recorte, seu estilo. A gente tem Evana Macêdo, que trabalha mais na contemporaneidade, faz diversas aplicações de foto e gravura. Tem Arthur Sousa, que faz gravura em metal e é professor da UFRN. Jefferson Campus, que já traz pra arte popular. Erick Lima, que também trabalha com arte popular.”

Iniciação à Xilogravura: Do Desenho à Impressão

11/02 Quinta-feira às 16h

12/02 Sexta-feira às 16h

13/02 Sábado às 9h

14/02 Domingo às 14h

Ao vivo via Google Meet

Inscrições até dia 04 de fevereiro (Gratuito para todo RN)

12 vagas

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