Orcrítica

A crítica de arte é orquídea,

pequeno testículo da arte.

Sua seiva não vem da raiz,

mas do caule onde se prega.

A orquídea também é assim:

mais bela que o tronco onde se agarra.

O tronco, nem beleza ostenta.

Sustenta a beleza da flor.

E a flor é uma parasita bela.

A crítica, uma bela parasita.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 23 de outubro de 2011 8:12

    expressei-me bem não, François. escrevi de mau jeito. teu poema é ótimo.

  2. François Silvestre 22 de outubro de 2011 15:41

    Se não bastasse, poeta? Dependo de você me dizer o que basta e o que sobra. O resto sossobra nas entrelinhas do dizer.

  3. Jóis Alberto 22 de outubro de 2011 15:39

    Sem dúvidas, François, espero um dia voltar, a passeio, à bela Serra de Martins, que não conhecia e conheci agora, recentemente, quando tive o prazer de entrevistar você, para que falasse sobre a sua criativa e inovadora gestão frente à direção da Fundação José Augusto. A entrevista – e me permita informar aos demais leitores/internautas aqui deste site -, faz parte da pesquisa de campo da dissertação de mestrado “Política cultural no RN: Uma avaliação das Casas de Cultura Popular (2003/2010)”, que estou desenvolvendo no mestrado em Ciências Sociais da UFRN. Deverei defender a dissertação no início de 2012. Como muitos sabem, e nunca é demais repetir, François Silvestre é o criador do inovador programa governamental das Casas de Cultura Popular, dentre outras várias realizações dele na FJA, como a criação da revista “Preá”, editada pelo competente Tácito Costa; construção e inauguração do TCP – Teatro de Cultura Popular…

  4. Jarbas Martins 22 de outubro de 2011 10:47

    e como não bastasse François é poeta !

  5. François Silvestre 22 de outubro de 2011 8:31

    Jóis, você precisa voltar à Serra. A passeio e não a trabalho. Abraço.

  6. Jóis Alberto 21 de outubro de 2011 22:58

    Excelente poema, François Silvestre! Além de ser bom de prosa, criativo dirigente cultural, democrata com amigos das mais variadas ideologias, você é igualmente um talentosíssimo poeta, como se pode constatar nesse poema acima. Perfeito! Parabéns!

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