Os 10 melhores filmes estrangeiros de 2011

Cena de “Poesia”, de Lee Chang-dong

Por Ricardo Calil
NO IG CULTURA

Como algumas publicações já vêm me pedindo a lista dos melhores filmes do ano, é justo publicá-la logo aqui, embora o ano não tenha chegado ao fim.

Primeira observação: como já disse o amigo Eduardo Valente, as notícias sobre a morte do cinema são francamente exageradas. Olhando para a relação abaixo, acho que ela não fica a dever a nenhum suposto ano de ouro do cinema. Eu diria mais: qualquer um dos cinco primeiros colocados poderia tranquilamente estar no topo da lista – possivelmente, eu mudaria esses lugares se fizesse a lista na semana que vem.

Segunda observação: 2011 foi um ano dos mestres. Kiarostami, Almodóvar, Oliveira, irmãos Dardenne, Allen e Pahani realizaram não apenas alguns dos melhores filmes do ano, mas alguns dos melhores de suas gloriosas carreiras. E Eastwood (“Além da Vida”) e irmãos Coen (“Bravura Indômita”) não entraram na lista por pouco. Cineastas em um estágio digamos “intermediário” da carreira (com mais de três e menos de dez longas no currículo), como Lee Chang-dong, Apichatpong Weeresathakul, J.J. Abrams e Rupert Wyatt formam um grupo menor, mas que deixa esperanças para o futuro.

Terceira (e óbvia) observação: não deu para ver tudo. Não consegui assistir a alguns filmes celebrados, como “Vênus Negra” e “L’Appolonide” (este ainda vai entrar em cartaz). Se for o caso, revejo a lista no futuro. Em outros casos, a ausência se deve mesmo à falta de gosto pelo filme, como nos casos de “A Árvore da Vida” e “Melancolia”, que devem frequentar muitas outras listas.

“Poesia”, de Lee Chang-dong

“Isto Não é um Filme”, de Jafar Pahani

“Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas”, de Apichatpong Weerasethakul

“A Pele que Habito”, de Pedro Almodóvar

“Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami

“Super 8”, de J.J. Abrams

“Singularidades de uma Rapariga Loira”, de Manoel de Oliveira

“Meia-noite em Paris”, de Woody Allen

“O Garoto de Bicicleta”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne

“Planeta dos Macacos: A Origem”, de Rupert Wyatt

Em breve, publico aqui a lista dos melhores filmes brasileiros do ano. Mas já adianto que as notícias sobre a morte do cinema brasileiro tampouco fazem sentido.

Nesse meio tempo, aguardo a sua lista dos dez melhores filmes estrangeiros, caro leitor. E, claro, suas reclamações contra a minha relação.

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