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Os 10 melhores musicais do cinema

Musicais pertencem a um estilo de filme no qual a narrativa se apoia sobre uma sequência de músicas. Estas podem ser coreografadas ou não, mas são a essência, são o guia. Nesse sentido, um filme musical não é exatamente um gênero, mas se trata de uma forma. Isso porque qualquer trabalho a ser considerado dentro de tal estilo pode ser de qualquer gênero: comédia, drama, fantasia…

Pensando nisso, elegemos 10 dos melhores musicais da história do cinema que solidificaram a forma com muita competência. É verdade que a lista poderia ser bem maior, pois sabemos que deixamos de fora alguns filmes muito queridos tanto no circuito mainstream (como Grease: Nos Tempos da Brilhantina, Moulin Rouge: Amor em Vermelho e La La Land: Cantando Estações) quanto alguns de pegada mais alternativa (como A Pequena Loja dos Horrores, The Rocky Horror Picture Show, Hair e até Jesus Cristo Superstar).

De todo modo, no campo para comentários, toda indicação será bem-vinda! Podemos ir fazendo uma espécie de corrente. Assim, mais e mais bons filmes poderão ser citados e chegar a todos.

Sem mais demora e, como sempre, dentro de uma abordagem sem verdades absolutas, vamos à nossa lista dos 10 melhores musicais do cinema:

10. Amor, Sublime Amor

Depois de tanto tempo do seu lançamento (lá se vão 59 anos), West Side Story (título original) é, talvez, um dos mais contestáveis de nossa lista. Para muitos, um filme bobo, para outros, um filme não mais do que razoável… Mas a questão é que o trabalho regido por Jeremy Robbins e Robert Wise marcou uma época inteira e, até hoje, é o musical mais premiado no Oscar, com suas 10 estatuetas. A história é uma releitura de Romeu e Julieta (de Shakespeare), contando a trajetória de dois jovens de gangues rivais que se apaixonam, mas as tensões entre seus respectivos amigos se transformam em tragédia.

9. A Roda da Fortuna

Estrelado por Fred Astaire e por sua irmã, Adele Astaire, A Roda da Fortuna é considerado por muitos críticos, juntamente com Cantando na Chuva, um dos últimos grandes musicais da era de ouro da MGM. Na história, um diretor pretensiosamente artístico é contratado para um novo musical da Broadway… e isso começa a lhe transformar quase que completamente.

8. Sinfonia em Paris

O filme, dirigido por Vincente Minnelli é uma grande mistura de diversos elementos na composição de um musical: dança, canto, pantomima, ação e uma dose bem considerável de sentimentalismo (dos bons). Há um clímax que entrou para a história do cinema, que é o número de dança protagonizado por Gene Kelly e Leslie Caron, com duração de mais de 15 minutos. Sinfonia em Paris tem um trabalho coreográfico e narrativo fantástico.

7. Mary Poppins

Mágico, cheio de ensinamentos carinhosos e de uma compaixão sem fim, esse clássico da Disney dirigido por Robert Stevenson acompanha uma babá inusitada (no mínimo). Mary Poppins (a babá) acaba empregando música e muita aventura para auxiliar duas crianças a se tornarem próximas do pai. Um filme para assistir e reassistir.

6. Chicago

Dirigido por Rob Marshall, que, alguns anos depois, comandaria O Retorno de Mary Poppins, Chicago tem uma seriedade e uma dureza que o destaca quase que totalmente nessa lista. Muito por causa da formalidade na direção de Marshall e muito pela história, que acompanha duas assassinas no corredor da morte. Elas desenvolvem uma rivalidade feroz enquanto competem por publicidade, celebridade e a atenção de um advogado desprezível.

5. Cabaret

Em seriedade e dureza, só se compara ao filme anterior (Chicago) dentro dessa lista. A direção de Bob Fosse (diretor de somente cinco longas-metragens, mas todos memoráveis) é de uma firmeza que agiganta a história contada. Nela, uma artista feminina na era da República de Weimar, em Berlim, namora dois homens enquanto o Partido Nazista sobe ao poder ao redor deles. Dramático e pesado, Cabaret é um filme positivamente absurdo.

4. O Mágico de Oz

Talvez o mais conhecido ou imortal da lista, O Mágico de Oz, protagonizado pela lenda Judy Garland em uma época bem complicada (para dizer o mínimo) para o protagonismo feminino é um marco em muitos sentidos. É considerado um dos maiores clássicos da história do cinema, com várias readaptações, paródias e referências. Na história, Dorothy Gale (Garland) é levada de uma fazenda no Kansas para uma terra mágica (Oz) em um tornado. Ela, então, acaba embarcando em uma missão com alguns novos amigos para ver um Mágico que pode ajudá-la a voltar para casa no Kansas. Mas isso é só um resumo, porque o que o filme tem de bonito tem também de profundo. Muito além do arco-íris…

3. A Noviça Rebelde

Quando uma mulher deixa um convento austríaco para se tornar a governanta dos filhos de um oficial da Marinha viúvo, tudo pode acontecer. Essa premissa traz um ar biográfico inusitado de muita música, aventura e carinho… muito carinho. A Noviça Rebelde é um filme de uma beleza sem fim e a direção de Robert Wise (codiretor de Amor, Sublime Amor) é certeira ao ligar a beleza da história protagonizada por outra lenda (Julie Andrews) com a beleza das locações. Um filme inesquecível.

2. Os Guarda-Chuvas do Amor

O filme mais romântico da lista talvez tivesse que ser francês mesmo. Dirigido por Jacques Demy, Os Guarda-Chuvas do Amor foi uma das principais referências de Damien Chazelle para a criação de seu La La Land: Cantando Estações e é, realmente, de um romantismo talvez sem precedentes dentro da forma-musical. Visualmente tão criativo quanto, a história acompanha uma jovem separada de seu amante pela guerra que enfrenta uma decisão… um dilema que muda sua vida.

1. Cantando na Chuva

Pode ser clichê elencar Cantando na Chuva em primeiro lugar, mas é quase impossível não o fazer dada a solidez e força do filme, além de sua importância histórica, tanto extrafilme quanto na própria narrativa. Enquanto a obra retrata uma produtora de filmes mudos passando pela difícil transição para os filmes sonoros, a direção de Stanley Donen e Gene Kelly é de uma leveza contagiante. O drama, assim, é intrínseco e, ao mesmo tempo, quase tocável. Kelly, que também é o protagonista, ainda imortalizou algumas cenas (uma em especial) com sua coreografia. Singin’ in the Rain (no original) é um dos maiores filmes já realizados e, talvez, o mais efetivo a tocar na transição tão complicada que o cinema começou a fazer na década de 1920.


Texto originalmente publicado no Canaltech

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