Os dez romances mais importantes da literatura potiguar no século XX

Por Thiago Gonzaga *

Em ordem alfabética:

1- Os Brutos, de José Bezerra Gomes.
2- Gestos Mecânicos, de Ruben G Nunes.
3- Gizinha, de Polycarpo Feitosa.
4- Um Gosto Amargo de Fim, de Nilson Patriota.
5- Macau, de Aurélio Pinheiro.
6- O Mensageiro del Rey, de Iaperi Araújo.
7- A Pátria Não é Ninguém, de François Silvestre.
8- As Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro.
9- Quarta Feira de um País de Cinzas, de Alex Nascimento.
10- O Rio da Noite Verde, Eulicio Faria de Lacerda.

Fiz esta lista como um instrumento para indicação, uma espécie de roteiro, com os romances mais significativos da literatura potiguar no século passado. Ao recomendar tão-somente 10 títulos, tentei seguir alguns critérios, como, por exemplo, não repetir livros do mesmo autor, (Polycarpo Feitosa, por exemplo, tem no mínimo três grandes romances); também quis privilegiar obras que trouxeram alguma inovação estética-formal, e que têm valor histórico, representando determinado período literário. Também é preciso esclarecer que determinados livros, importantíssimos para a literatura local, como, por exemplo, “Temporada de Ingênios”, de João Batista de Morais Neto, “Crônica da Banalidade”, de Carlos de Souza” , “Cabra das Rocas”, de Homero Homem, “Geração dos Maus”, de José Humberto Dutra, e “ De Como se Perdeu o Gajeiro Curió”, de Newton Navarro, caracterizam-se como novelas, e não como romances no sentido estrito. E esta lista, mais uma vez reforço, compõe-se de romances publicados no século XX, eis o motivo de não incluir autores como Clotilde Tavares, Pablo Capistrano e outros que estrearam nessa seara já no século XXI.

Neste inicio de século, onde há uma espécie de boom na ficção potiguar, temos importantes romances que se destacam como “ O Dia dos Cachorros”, de Aldo Lopes, “A Botija”, de Clotilde Tavares, “Infância do Coração”, de Francisco Sobreira, “Parnamirim Field”, de Lenilson Antunes, “Memórias de Bárbara Cabarrus”, de Nivaldete Ferreira , “Cidade dos Reis”, de Carlos de Souza, porém isso já seria uma nova lista, uma outra seleção.

*Pesquisador da literatura potiguar.

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. thiago gonzaga 29 de julho de 2015 14:50

    Obrigado a todos pelos comentários, dicas e conselhos.
    Trabalhos como estes, exigem muita dedicação, leitura e paciência.
    Ainda tenho duas listas de leituras, estudos e pesquisas que fiz: os melhores livros de contos, e as melhores novelas, escritos no seculo passado aqui no Estado. Divulgaremos em breve no S.P.
    Abraços de admiração pra todos.

  2. Aparecida 27 de julho de 2015 14:19

    A lista tem algumas obras clássicas potiguares e faz justiça, de certa forma, a elas.
    E, embora, “As Pelejas de Ojuara”, esteja aí contida, ainda prefiro O Dia das Moscas que é do mesmo autor, e tbm é do século passado.
    De certa forma parabéns pela iniciativa, pq iniciativas como esta, ajudam, orientam, alunos e professores em suas buscas , se tratando de literatura feita no Estado.

  3. Marcel Lúcio 26 de julho de 2015 7:44

    Excelente lista, Thiago! Serve de referência para novos leitores da literatura potiguar e propicia a boa polêmica sobre os romances que poderiam ter sido inseridos e os romances que não deveriam estar na lista. Já estou compartilhando e discutindo a lista com os estudantes do IFRN Cidade Alta! Ficarei no aguardo da lista dos dez livros de poemas mais importantes da literatura do RN…

  4. François Silvestre 25 de julho de 2015 8:06

    Sobreira, primeiro agradeço pela informação da ordem alfabética. Foi leseira minha. Segundo, minha emoção por suas observações. Receber elogio de uma figura do seu nível me deixa desmodesto. Brigado e abraço.

  5. Tácito Costa 24 de julho de 2015 15:55

    Essas listas são interessantes porque resgatam autores, alguns injustamente esquecidos, servem de sugestões para quem quer conhecer a nossa literatura e motivam debates sobre as escolhas. Thiago me disse, antes de publicar, que temia provocar polêmica, mas a lista dele é quase uma unanimidade, você pode discordar de um nome ou outro, mas no geral abrange o melhor do romance potiguar no século passado. Agora, ele foi sabido – rs, se restringiu ao século XX, complicado seria mexer com o povo desse século – rs.

  6. Francisco Sobreira 24 de julho de 2015 11:52

    François,
    O que ocorre é que o Thiago não considerou, como é de praxe, os artigos definidos e indefinidos como indicadores alfabéticos, assim, Os Brutos tem que vir antes da As Pelejas de Ojuara. Acho que lista em ordem alfabética (ou em ordem cronológica de publicação) é a melhor opção para quem a faz. Por ordem de preferência é muito complicado. E, cara, humildade demais também não dá. Seu romance é o melhor já escrito por um autor potiguar, pelo menos, neste século. Reli-o há pouco tempo e gostei tanto, ou mais, do que na primeira leitura. E não estou sendo generoso. Um abraço.

  7. François Silvestre 23 de julho de 2015 21:07

    Nunca gostei de listas. Nem estando nelas, pro bem ou mal. Essa lista me encafifou quando foi dito que era “ordem alfabética”. Não entendi, mestre Gonzaga.”Os” antes de “As”. “U” antes de “M”. Pra mim é mais um motivo pra desconfiar de listas. Gostei muito mais do texto explicativo do que da lista. Você tem prestado um serviço ímpar sobre o resgaste da nossa literatura. Sem vassalagem e sem complexo de inferioridade. Parabéns a você. Quanto à lista, restrições, inclusive a partir de mim. Mesmo assim brigado pela generosidade!

  8. Damião 23 de julho de 2015 14:44

    Interessante !

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