Os autos e a cultura teatral

Caros amigos:

O texto “O autismo cultural no RN”, de Fernando Yamamoto, merece muita atenção. O autor fala sobre práticas que podem conduzir (ou já conduziram) à mesmice espetáculos grandiosos e repetitivos, literalmente apoiados em efeitos pirotécnicos e parasitários em relação a sucessos da mídia -, ao mesmo tempo em que prejudicam outras dimensões de cultura teatral: tradições clássicas, experimentalismos, contato com a diversidade de linguagens étnicas.

Quero sugerir dois tópicos para discussão, procurando contribuir para a continuidade do debate:

1) Nem todo auto é autista. Vale a pena relembrar o caráter clássico do gênero “auto”, separá-lo dos eventos esvaziados e colocá-lo junto com outras modalidades de realização teatral – clássicas, experimentais, etno-diversificadas.

2) O diálogo local/nacional/mundial é sempre necessário, sem se confundir com o imediatismo da mídia. Que poderemos aprender com os teatros indonésio ou japonês, p. ex., e tb ensinar a eles? Quando grupos brasileiros importantes, de diferentes regiões, realizarão oficinas com grupos potiguares, além de apresentarem suas montagens nas cidades do RN?

Abraços a todos:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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