Os fuzilamentos de Goya

os fuzilamentos de 3 de maio

Os olhos dilatados
Delatavam o desespero.
Uns levantavam as mãos
(como a pedir clemência);
Outros escondiam o rosto;
Havia quem rezasse.
A tensão cessou
No momento em que,
Negando-lhes a dignidade
De um último pedido,
O comandante ordena:
– Fogo!

Brasileiro, nordestino, alagoano, advogado, cidadão comum, simples habitante deste planeta decadente... Rs... [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 7 comments for this article
  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 4 de Abril de 2013 11:41

    Danclads, Seu poema é tocante, coloca o leitor diante do batalhão de fuzilamento e, ao mesmo tempo, da grandeza incomensurável de Goya. Duplo motivo para eu lhe agradecer.
    Considero Goya o máximo do máximo. Tanto as lindas majas quanto os assustadores desastres são momentos culminantes da visibilidade.

  2. Anchieta Rolim 4 de Abril de 2013 12:24

    Danclads, o poema e a tela se fundem em beleza e harmonia. Parabéns poeta! Ps.: Chegando agora na capital. mais tarde entro em contato. Um abração.

  3. Danclads Lins de Andrade 4 de Abril de 2013 17:12

    Marcos, tua leitura sobre meu poema me deixa honrado. Goya era fantástico: ele empregava emoção nas telas, retratando como poucos os momentos cruciais e dramáticos da vida, ao passo que retratava, como bem disseste, as belas majas.

    Eu que lhe agradeço.

  4. Danclads Lins de Andrade 4 de Abril de 2013 17:18

    Anchieta, teu comentário é-me valioso, posto que nele tem-se a visão do leitor, do poeta e do pintor ao mesmo tempo. Valeu.

    PS.: Aguardo contato. Abraço.

  5. Danclads Andrade
    Danclads Andrade 4 de Abril de 2013 17:20

    Ah! Esqueci de colocar os créditos do quadro:

    Tela: Os fuzilamentos de 3 de maio, de Goya.

  6. João da Mata
    DAMATA 4 de Abril de 2013 19:00

    Um dos quadros mais belos de Goya. Se eu gritasse , ninguém. Estamos todos na mira, refens da estupidez e intolerancia humana que tambem é aqui.

  7. Danclads Andrade
    Danclads Andrade 5 de Abril de 2013 14:39

    Os fuzilamentos de 3 de maio, que retrata a invasão da Espanha pelas tropas napoleônicas, realmente é belo, sem falar na carga dramática que o mesmo encerra.

    Isso, Da Mata: estamos reféns da intolerância humana, basta ver o noticiário. A história humana chega ser entediante, pois o homem continua a cometer os erros do passado.

    Valeu!

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