Os Tea Party daqui

Por Dinarte Assunção
http://dinarteassuncao.blogspot.com/

Um repórter à beira de um colapso nervoso gritou para Obama: “Nós não queremos subsidiar as hipotecas dos fracassados! Quem quer pagar a hipoteca do vizinho que resolveu ter um banheiro a mais, e não conseguiu pagar? Ninguém! O senhor está ouvindo, presidente Obama? Vamos fazer um Tea Party em Chicago”

O termo se refere à rebelião promovida pelos colonos americanos em 1773, quando se revoltaram contra os impostos cobrados pelo ingleses e passaram a jogar seu chá no porto de Boston. Na atualidade, o lampejo de desespero do repórter da CNBC acabou por chamar a atenção para um movimento que está dobrando a política estadunidense à força conservadora desses radicais.

Aqui, os Tea Party é incipiente, imperfeito. Ensaia um movimento de esquerda que sempre culmina na culpa aos predecessores das chefias do executivo.

A atual administração de Natal remete à de Carlos Eduardo a responsabilidade pela viabilização do predatorismo legalizado: a construção dos espigões que desfiguraria para todo o sempre – e não há nenhum exagero nessa setença – da paisagem de Ponta Negra.

Dias atrás, o secretário chefe da Casa Civil Vagner Araújo atribuiu à administração de José Agripino um suposto infanticídio promovido pela baixa qualidade do Progra do Leite do atual senador do DEM. Outro inconformado, que vira e mexe, usa o twitter, a tribuna do Senado ou qualquer espaço que disponha para alerdear (à exaustão) o caos trazido pela administração do PT ao país.

Os Tea Party potiguares gostam de brincar de “mamãe, não fui eu”. Amam o poder e, alguns, se instalam feito parasita para sugar um pouco do fluxo monetário que passa pelos cofres públicos. São, de longe, a raça mais curiosa de se observar: cometem deslizes, culpam os outros e depois sobem na mesma plataforma para angariar votos.

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