OUTONO

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Comentários

Há 14 comentários para esta postagem
  1. maria felix silva 23 de junho de 2011 15:25

    Por entre os sépias e a folhagem outonal, significados e signos… Parabéns!!!

  2. João da Mata 22 de junho de 2011 16:49

    Muito Obrigado, Dan e Ednar
    Bom que voces entederam.
    Um forte abraço

  3. Ednar Andrade 22 de junho de 2011 14:52

    Sim, amigo, “poesia não se transfere”.

    “Ela nasce como é; semente do que sentes”.

    O teu outono é lindo.

    No teu outono ninguém viu as folhas mortas? Ele é sempre poema que guardas.

    Outono será sempre uma estação de amor, mesmo se estamos no inverno.

    Suas mornas recordações nos fazem companhia em tardes desoladas e frias.

    Beijos, querido.

  4. Jarbas Martins 22 de junho de 2011 12:57

    Ora, João,,,Você entende mais de penumbrismo do que eu. Jogaste uma verde e eu caí … de maduro.Mas foi bom. Sem arrogância e, com muita lucidez, você expôs o que também sabe sobre o assunto.É o que digo: o SP é o espaço mais democrático deste oligárquico Estado.Abração.

  5. Danclads Lins de Andrade 22 de junho de 2011 12:53

    Uma poesia que nos brinda com sua beleza como as folhas outonais ao cair. Se faltaram letras, sobrou significados.

    Foto e poema, belíssimos.

  6. João da Mata 22 de junho de 2011 12:46

    Obrigado, Amigo Jarbas. Muito bom mesmo.
    Achei interessante esse artigo sobre o penumbrismo que encontrei na internet. Um poeta que gosto muito e vejo voce falar pouco é Ribeiro Couto, voce conhece?. Gosto muito dele.

    Rodrigo Otávio Filho

    O penumbrismo encontra sua origem em um artigo que Ronald de Carvalho escreveu sobre O jardim das confidências, de Ribeiro Couto (1921), intitulado “Poesia da penumbra”.
    A súmula das idéias contidas naquele artigo foi condensada em um dos capítulos dos Estudos brasileiros, nos quais, com certo exagero (que se justifica, uma vez que a literatura brasileira vivia, então, uma hora de combate), Ronald afirma que no Brasil “a poesia era pura eloqüência” e que o poeta que desejasse triunfo rápido “tinha que se transformar num pirotécnico hábil, capaz de pôr bichas e bombas chilenas nos seus endecassílabos, buscapés, salta-moleques nas suas redondilhas, foguetes de assobio nos seus alexandrinos”.
    Felizmente, outra é a entonação de seu pensamento quando, referindo-se ao livro de Ribeiro Couto, confessa a existência de alguns artistas bastante corajosos, que chegam a trocar o verso reluzente e a rima fatal por uma entidade quase metafísica, desconhecida da maioria dos nossos versejadores oficiais. São, continua Ronald, poetas tentados pela sombra, fascinados pelo mistério. A sombra e o silêncio influenciam a verdadeira poesia nova do Brasil, e “o brilho do mundo contingente não encontra um eco favorável. Mais tarde, em Epigramas irônicos e sentimentais, procura dar corpo a uma nova “arte poética”, tornando-se, também, um legítimo poeta penumbrista. Abafa, então, a clara voz, para assim cantar:

    Nos jardins solitários desce a penumbra
    Suavemente
    Desce a penunbra nos jardins calados.

    Em outro passo do mesmo livro e no mesmo tom, podemos ler:

    A lua sobe na alameda.
    Sons d’água, entre tons de penumbra, luxo
    De folhagens, de pérolas e de seda.

    E mais:

    A sombra desce sobre o mundo.
    A sombra é um lábio silencioso, silencioso…

  7. Jarbas Martins 22 de junho de 2011 12:36

    O penumbrismo, João, surge no Brasil, na fase intervalar entre os séculos XX e XXI. Imbrica-se com o Simbolismo e o Decadentismo, do qual descende, e não chegou a ser um importante movimento como o primeiro.Pode-se, no entanto, nele detectar certos tropos, figuras de linguagem e lexemas peculiaríssimos. palavras como outono, murmúrios, inquietudes convivem com cenários melacólicos e crespuculares..No final do século passado ele retorna.Em poetas e prosadores do Sul (Paraná,Santa Catarina, Rio Grande do Sul), é fácil de se encontrar pedras-de-toque (touchstones) de cunho penumbrista.Em nossa insulada provÍncia (que metáfora penumbrista, a minha), encontramos em Marize Castro, Franklin Jorge e Iracema Macedo os signos do penumbrismo.Sem esquecer os poetas do nosso querido SP.Mas, por conta disso, não vamos chamar ninguém por aí, sem mais nem menos de “poeta penumbrista”.Poeta não é pra se colar etiqueta, como se faz com camisas da moda.Poeta não é para se classificar, é um tipo de gente inclassificável.Onde vamos encontrar logomarca ou etiqueta para Fernando Pessoa ? Mas veja esse decassílabo dele: ” O outono mora mágoas nos outeiros”.É puro penumbrismo.Abraços, amigo João.

  8. João da Mata 22 de junho de 2011 11:26

    Jarbas, amigo. O SP tb é cultura

    Fale um pouco mais sobre o penumbrismo na poesia. Sei que voce é um estudioso do assunto . Voce percebeu penumbrismo em vários poemas recentemente postados aqui no sp. Será o penumbrismo uma caracteristica nossa , ou da poesia atual ?

  9. Jarbas Martins 22 de junho de 2011 10:42

    E o que será, Tácito, deste pobre comentarista de poemas alheios? Como preencher suas horas tediosas neste magoado outono natalense ?

    • Tácito Costa 22 de junho de 2011 10:44

      Poeta, isso não afetará em nada seus pertinentes comentários, pelo contrário, aumentei o espaço na pág. principal para eles, tão importantes os considero.

  10. João da Mata 22 de junho de 2011 10:42

    O meu outono ninguem viu as folhas mortas. Adoro essa estação, Jarbas
    Valeu Tácito, diante de tantos poetas essa é uma média ” que não seja requentada”. bjs

  11. Tácito Costa 22 de junho de 2011 10:22

    A média de poemas publicados aqui fica entre 4 e 5 por dia. Diante disso, para permitir que eles fiquem algum tempo visíveis na pág. principal, liberarei apenas quatro por dia (que é o que o espaço comporta), dois pela manhã e dois à tarde, os demais entram na fila. Quer dizer, não vai mudar muita coisa.
    Eventualmente, isso poderá sofrer algum atropelo, atrasar, pois nem sempre estou integralmente à disposição do SP, como gostaria.

  12. Jarbas Martins 22 de junho de 2011 10:19

    E esse bosque outonal, João, é mais desolador que um poente de um quadro da minha tia.

  13. Jarbas Martins 22 de junho de 2011 10:15

    E viva o penumbrismo fashion de João da Mata.

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