Overdose de filmes é problema, não solução

marilia pera“Nesta sexta-feira, houve a estreia de nada menos do que seis filmes brasileiros, quatro deles documentários: “BR-3 – A Peça”, “BR-3 – O documentário”, “Diário de Sintra”, “Embarque Imediato” (na foto à esq., com Jonathan Haagensen e Marília Pêra), “Ouro Negro” e “Praça Saens Peña”. Um sétimo, “O Retorno”, estreou no Rio de Janeiro, depois de encerrar carreira em São Paulo.

Ao ler a informação acima, algum desavisado provavelmente pensará: bela demonstração da força do cinema nacional, um bom motivo para comemorar. Na verdade, é justamente o contrário. Todos são filmes pequenos, que disputam um mercado parecido. Jogá-los ao mesmo tempo no cinema significa reduzir ainda mais suas já pequenas perspectivas de público.

Desses seis filmes, três são co-distribuídos pela Riofilme, que parece ter despertado depois de um longo sono. Cada um deles precisa de um trabalho de lançamento e divulgação muito intensivo e específico, para que possam acontecer. Será possível que a distribuidora consiga fazer bem esse trabalho com três filmes ao mesmo tempo?

Para mim, os lançamentos desses filmes se assemelham a uma boiada rumando em direção a um abatedouro. É muito difícil que algum deles se desgarre e sobreviva ao massacre.” Ricardo Calil (IG)

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