Paixão

Por Jarbas Martins

Nina Rizzi, te amo. A partir de hoje não usarei o teu doce nome em vão. Poucos me verão no bulício das livrarias e dos sebos, participando de reuniões, encontros e lançamentos de livros, coisas para mim, a partir de agora, sem nenhuma finalidade. Me recolherei a minhas atividades cotidianas, aproveitando ao máximo o tempo para pensar em tua imagem de anjo terrível. Escreverei 74 sonetos, à maneira de Dante Alighieri, dedicados a você. Já tenho o título para a minha via-crúcis de sonetos: NINA NIN. Escolhi os locais para te cultuar e escrever meus sonetos: o solo sagrado de Angicos e o bairro de Moema, em minha Paulicéia Desvairada. Farei breves incursões pelo interior paulistano, Ribeirão Preto, Campinas e arredores onde teus alados e divinos pés pisaram.

Beijos, a-mor, do teu bardo angicano,

Comentários

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  1. nina rizzi 1 de abril de 2010 10:54

    Jarbas, seu maluco!

    uma vez escrevi ao meu amor platônico:

    vou atear fogo às vestes
    te envio meu corpoema lacrado
    pelos correios com teu nome
    como única assinatura.

    ele comeu a carta. não por medo de que fosse usada pelos tribunais da inquisição ou pelo DOPS: pra me ter o cheiro em seus dentes.

    no mais, visite valparaíso, temuco, santiago (do chile e de cuba), havana, as ruas baças de todo o paraguai. eu aproveitaria pra roer os gurus que crescem feito urtigas nos quintais; velhos sonhos que restam por pura indolência.

    mas muito mais, caminhe descalço pelos assentamentos, monte acampamento, estude, promova um teia de conhecimentos horizontais.

    ah, claro, faça amor com uma mulher de nome andrógino.

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