Palácio dos Doges (Veneza)

negarei aos pobres essa água

servida em abundância aos cavalos

as crespas transparências de bellini

legitimam poder no santo corpo

o mármore tragado pelo uso

revela-se eterno apagamento

sedosas paredes para poucos

fascinam quem não as sofreu

deus fere a gente

como as setas na armaria

esplendor dos que mandam

à sombra das prisões

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 17 de dezembro de 2012 18:00

    Rolim, obrigado e abraços.

  2. Anchieta Rolim 17 de dezembro de 2012 6:51

    …deus fere a gente

    como as setas na armaria

    esplendor dos que mandam

    à sombra das prisões. Muito massa!!!

  3. Marcos Silva 12 de dezembro de 2012 21:14

    Fiquei sem acesso à internet durante todo o dia de hoje, somente agora (22 h 12 m) li esses comentários. Agradeço a Lívio e Jarbas pelas palavras de incentivo.

  4. Lívio Oliveira 12 de dezembro de 2012 10:39

    Belíssimo poema de Marcossilva. Honrou esse lado direito/esquerdo do SPlural. Parabéns!

  5. Jarbas Martins 12 de dezembro de 2012 10:11

    Falar em poesia, não pude ir ao lançamento do livro de Nelson Patriota. Expliquei-me, mas não precisava. Nelson, além de escritor, poeta, tradutor e ensaísta, é meu grande amigo.Abraços, meu bróder.

  6. Jarbas Martins 12 de dezembro de 2012 10:06

    Pintura renascentista versos poesia. Alta poesia. Parabéns, grande Marcos Silva.

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