Palavra-muda

anum branco

Saltando de galho em galho no cajueiro,
Leve como um pensamento…
Anum é seu nome.
“Estranha ave”…
Distraída canta…
Pela folhagem,
Bailando… Bailando… Vai…
Tudo me invade,
Silêncio, música (sem saudade).
Nesta paisagem de verde tarde,
Descortinando o tempo.
No olhar tenho um riso;
Na boca “palavra – muda”.
Me desnuda, me interroga,
Me abriga,
Me abraça,
Me enlaça… Respiro a vida.
Estranha ave… Que, como eu,
Canta seu canto…
…Eu? Planto flores,
Eu verso…
E dela me encanto…
Me encanto…

(Ednar Andrade).

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