Parabéns Natal 413 Anos

Forte e Bela; Nascestes de uma estrela de pedras tomada pelos holandeses. Encontros das águas. Cidade de belos crepúsculos colecionados por Camara Cascudo, seu historiador.

Tarde de verão quente de uma Natal vestida de mulher.
Ela não sabe que o seu dia é hoje.
O barco ondeia livremente pelo cais do potengi-amado.
O canto do mangue está lindo e o seu pôr-do-sol continua idílico e místico. De um ouro escarlate.
Um oceano de lágrimas e emoções deságua naquele cantinho do Brasil. Cidade tão maltratada por pessoas que não a amam..
A claridade ofusca . O mar revolto destrói a pista dos pisantes.
Perco a tranquilidade.

São quatrocentos e tantos anos. Quatrocentos e tantos desconcertos. Cidade quatrocentão Trago-te no coração O mar te bronzeia E o sol te faz fagueira Tuas verdes dunas acaricio E te banhas por inteira E o galo cantando lá na torre de Toinho Nos convida a um carinho Na pedra do rosário Cidade outrora presépio Foi assaltada de prédios Pirulitada de falos A vida sobe e eu calo. Aprisionaram o vento. Teu farol ja nao o vejo. Cidade macondenada à vida só de fachada Já te quiseram aboio E te fizeram de apoio Trampolim de outras vitórias Somos parte desta história Que te contam em três por quatro E cansamos de maltratos Tu és ponta do Brasil Entre outras mil És tu Natal Meu Carnaval

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Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. DAMATA 26 de dezembro de 2012 7:17

    obrigado Oreny, Anchieta e Marcos. Sejam felizes.

  2. Marcos Silva 25 de dezembro de 2012 22:19

    Horror, horror: um Natais foi digitado como Goiás. Chitãozinho e Xororó explicam!

  3. Marcos Silva 25 de dezembro de 2012 22:15

    NATAIS DE MEUS AIS.
    (Georgia on my mind)

    Texto original, em inglês, de Stuart Gorrell.
    Música de Hoagy Carmichael.
    Versão em português de Marcos Silva.

    Natal, Natais,
    De mim não sais.
    Doce canção te traz,
    Natais de meus ais.

    Natal, Natais,
    Tua canção.
    Luar nos coqueirais,
    E o sabor do verão.

    Mil abraços por aqui,
    Doce olhar carícias sorri,
    Mas a paz do sonho em si
    Sempre vai p’ra ti.

    Natal, Natais,
    Não tenho paz.
    Doce canção te traz,
    Goiás de meus ais.

    Mil abraços por aqui,
    Doce olhar carícias sorri,
    Mas a paz do sonho em si
    Sempre vai p’ra ti.

    Natal, Natais,
    Não tenho paz.
    Doce canção te traz,
    Natais de meus ais.

  4. Anchieta Rolim 25 de dezembro de 2012 19:09

    Maaaaasssa!

  5. Oreny Júnior 25 de dezembro de 2012 18:23

    Nem os apocalípticos Maias, Rosados e Madames Buterfly’s conseguirão destruir o que há de belo nessa cidade, minha aldeia poty.. Parabens, Natal!!
    Abraços, João..

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