paranóia e náusea entre os povos civilizados

O Pequeno Albert –
que erra entre cômodos,
prepara armadilhas
e busca a janela –
fecha a porta. Mil ratos, e coelhos
e bonecos de pelúcia branca
o habitam. Avesso a si mesmo,
o menino dorme
com olhos neuróticos.

O Dr. Aubrey Levin
decepa o sexo de órfãos
saudoso
ao rememorar The good old days
in South Africa
quando o Apartheid.

Depois do Estudo de Milgram,
não se soltou o botão.

Bolsonaro, Conde de Gobineau,
Charles Phelan
e outros iluminados…

Educação Behaviorista, Eugenia,
Assepsias Mentais
e outras faxinas…

Os cães de Pavlov somos nós.

Comentários

Há 13 comentários para esta postagem
  1. Danclads Lins de Andrade 31 de março de 2011 10:26

    Gobineau (deturpador de Darwin), Bolsonaro, Albert Levin… Só faltou Hitler e Milosevic (com suas limpezas étnicas:seja na Europa toda, seja só na Bósnia-Herzegovina) e Pieter Botha (com seu segregacionismo na África do Sul) para a mistura tornar-se atomicamente explosiva: eugenia na ordem do dia para eles.

    Não importa em que âmbito (étnico, cultural, político, etc) toda e qualquer forma de alijamento sempre é malévola.

    Amenizando (ainda que dando o recado), o clipe do Pink Floyd (como a maioria das músicas que eles fizeram) é arte pura.

    E Lívio, melhoras.

  2. Laélio Ferreira 30 de março de 2011 19:37

    Enquanto isso, a Universidade criada por Dinarte Mariz – e mantida por todos nós, otários, (arre égua!) fica sem advogado…
    “Interpretatio aequior et benignior sumenda est. [Jur]

  3. Jarbas Martins 30 de março de 2011 19:34

    boa noite, jota mombaça.

    a lepra do teu neoexpressionismo é a única saúde da pós-modernidade.

  4. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 17:25

    Ednar, desculpe as minúsculas mal empregadas, mas é que a coluna não está ajudando.

    L.O.

  5. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 17:23

    Ednar, doce Ednar,

    Eu também já tive dengue, mas acho que o meu problema é outro. É uma espécie de síndrome. De qualquer sorte, delicada e gentil Ednar, o seu conselho será levado em conta. Talvez um cabernet franc ou um cabernet sauvignon com chimarrão, mastruz e boldo do chile possam ajudar.

    Mas, não se preocupe não. O meu Mestre RV já deve estar (eu disse estar e não está) formulando uma receita nova pra mim. É que o meu Mestre e médico de alma e de corpo está sempre presente, não sai do pé da porta e não aceita que somente as três enfermeiras cuidem de mim.

    O meu Mestre é gente mui responsável e está sempre disposto a dar respostas a todas as minhas dúvidas e queixas. Ele quer abrandar a minha dor, eu sei, mas não precisava ficar tão próximo. Sinto que o hálito dele não está dos melhores…

    Um abraço grato, Ednar.

    L.O.

  6. Ednar Andrade 30 de março de 2011 17:03

    Lívio, estás doente? É sério?

    Uma receita: se o malbec não funcionar,segue a dica de um bom cabernet. Esse costuma dar resultado. Depois da segunda garrafa, tudo fica zen… Rs…

    Brincadeira, amigo, já tive dengue três vezes (penso que Baco me salvou… Sou tão fiel a ele).

    Abraço, amigo… Rs… Cuide-se.

  7. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 11:42

    p.s. 2. Querido e agridoce Jarbas, meu dileto detrator, ainda devo lhe dizer que segui à risca todo o receituário de R.V., meu médico particular e meu mestre.

    Afirmo que não sou um paciente relapso.Engoli todos os medicamentos juntamente com o meu malbec. Todos.

    Mas, infelizmente, ainda não obtive a cura.

    Vou tentar as outras receitas. Quem sabe se me recupero?

    Continue rezando, por obséquio.

  8. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 11:27

    Jarbas, meu inimigo predileto, meu doce exterminador, eu posso lhe explicar essa compulsão, esse excesso, esse transbordamento primitivo, adâmico. A você e aos outros do rebanho (eeeepa!):

    É que ando meio adoentado, meio de cama, com o laptop ligado à toda. Os sintomas são muitos e deveras preocupantes. Não sei se estou com dengue ou Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet).

    Talvez eu sobreviva…talvez, não.

    Rezem por mim.

    p.s. Ontem, assisti ao final do “Big Brother”. Maria ganhou. Bial ficou feliz.

  9. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 10:41

    Obrigado, amigo Jarbas. Você é o meu biscoito fino preferido.

  10. Jarbas Martins 30 de março de 2011 10:28

    caralho,como diria jairo lima, isso aí em cima é uma tradução intersemiótica (mais uma expressão batida do academicês) do tal do pink freud, ou de um fake que habita o poeta lívio oliveira, o adâmico colocador de apelidos? (e tome tanto fôlego pra um período tão curto).

  11. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 9:24

    Abaixo, abaixo. Abaixo, abaixo. A estrela está gritando.
    Abaixo as mentiras. Mentira, mentira. Tschay, tschay, tschay.
    [Som das Águas – soprar no microfone]
    [luz, gritos de Waters]
    Cuidado, cuidado, cuidado com esse machado, Eugene.
    [grito bem alto e prolongado]
    [um grito muito forte e prolongado]
    [Águas – soprar no microfone]
    [luz, gritos de Waters]
    As estrelas estão gritando alto.
    Tsch.
    Tsch.
    Tsch.
    [som baixo – gemido de Águas]

  12. Lívio Oliveira 30 de março de 2011 9:16

    Momba, vou usar uma expressão que acho ridícula, porque muito batida.Mas, serve, à falta de outra que me venha no momento: “biscoito fino”.

    Esse vídeo do Pink Floyd, extraído do formidável “Live at Pompeii” é algo que mostra, exatamente, o que é a Grande Arte. E escrevo assim, com maiúsculas, como maiúscula é a sua importância aqui no SPlural.

    Aprendi a gostar muito de você, meu querido Momba. De verdade.

    O meu carinho e a minha dedicada amizade.

    Conte comigo.

    p.s. Jarbas, amigo, você tem que escutar muito mais Pink Floyd.

  13. Jarbas Martins 30 de março de 2011 9:09

    estilo mombaça

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