‘Paranoid Android’, do Radiohead, é eleita melhor música dos últimos 15 anos

Para comemorar os 15 anos de seu site, a revista britânica “NME” elegeu as 150 melhores músicas da última década e meia. “Paranoid Android”, da banda Radiohead, ficou com o primeiro lugar.

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Comentários

Há 15 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 14 de outubro de 2011 18:39

    Rock não há em outras línguas? Gostei da frase interrogativa, Marcos. Achei até poética. Mas, sempre achei – desde criancinha – que o Rei do Baião e o Rei do Rock eram a mesma pessoa. Ou você não acha que aquela capa ou manto que Elvis usava nos derradeiros tempos não era um gibão customizado? (rs)
    Ademais, Raulzito e Chico Science não me deixariam mentir…

  2. Marcos Silva 14 de outubro de 2011 16:53

    Pessoal:

    Esse tema gerou várias abordagens e não se limitou ao grupo Radiohead, o que é bom. Carito tem razão: traduções de letras perdem ritmos, imagens da língua original, etc. Versão é outra coisa. Desconfio que Begin de beguine, na versão de João de Barro, é tão bom quanto (ou talvez até melhor que) em inglês. Chico Buarque e Ruy Guerra fizeram uma bela versão de Impossible dream.
    Penso que rock deve ser encarado como música. Tem melodia, harmonia, tempos etc. Rock não é sinônimo de mesmice. Ouvindo Jimmi Hendrix (coisa de coroa) até hoje, fico impressionado com sofisticações ali presentes.
    Aquele gravação reproduzida na notícia é ruim, o cantor (como falei antes) está interpretando ao vivo, perde aspectos do que está apresentando – como é comum nesses casos. Não vale apena tratar esse grupo (nem ninguém) como proscrito.
    E é bom não levar essas listas de melhores muito a sério. Não apenas essa lista.

  3. carito 14 de outubro de 2011 15:05

    MAESTRO, QUAL É O TOM? Pode ser Zé, Jobim, Yorke… Brincadeiras à parte, acho Thom Yorke (para quem não sabe – o vocalista do Radiohead) um “ingênio” sim (tomando mais uma vez emprestada essa já velha neo-palavra do poeta João da Rua). O Radiohead deu outro Thom ao mundo da música (sem o perdão do trocadilho), em especial ao rock: “Ok Computer” (disco da música em questão, comparada aqui a Tiririca… Hummm!!!), incorporou música ambiente, elementos de noise e influências eletrônicas, sendo um marco na época. Teve influência de Beatles, DJ Shadow, Ennio Morricone e Miles Davis.

    Minimalismo, dadaísmo, existencialismo, criticidade, jazz e música clássica também fazem parte do mundo do Radiohead, presentes em outros trabalhos da banda como o disco “Kid A”.

    Hits de beleza estranha no falsete de Thom Yorke e nas texturas atmosféricas das guitarras me soam muito bem. Não é música certinha nem convencional – é rock experimental com qualidade, gostem ou não.

    Se a música mereceu primeiro lugar da lista é outra história. Independente disso, eu gosto muito dessa música. Listas sempre foram e serão discutíveis. E tradução de letras de músicas em inglês sempre foi algo complicado, delicado – é só lembrar das músicas dos Beatles! Então vamos discutir com conhecimento e sem caretice, de forma plural que é a proposta do blog. O Radiohead sempre ralou muito, então vamos discutir a ralação.

    Depois vamos ver o que fica e o que passa. Uma coisa eu sei, como diz Alex: Radiohead é massa!

  4. Marcos Silva 14 de outubro de 2011 10:07

    Lívio:

    Um minuto de Tom Zé (vivo, vivo) etc.

  5. Jarbas Martins 14 de outubro de 2011 7:31

    quem quiser cante sua dor.a minha não tem música. e eu sou um mau cantor

  6. Lívio Oliveira 14 de outubro de 2011 6:43

    Deve ser dos últimos quinze minutos…
    Mesmo no bom Rock’n Roll há coisa muito melhor ao longo desses últimos quinze anos. Bota coisa aí…
    Sob esse aspecto, Jairo e Marcos têm razão. Eita, eleição esquisita!
    Só tô incomodado com tanto saudosismo…”esse povo do passado”…”esse coqueiro que dá coco”… Iche, Marcos! Ich’Alex!
    Ontem, mesmo, estive numa Jam Session (especialíssima) após as apresentações da Emufrn, e vi músicos eruditos (de reputação internacional) tocando, vibrantemente, a boa música popular e contemporânea. E até um pouco de fusão com o Rock. Na música dá pra conciliar tanta coisa… Basta ser tolerante, aberto e criativo.
    E quem perdeu, perdeu. Foi mesmo em Natal, acreditem. Momento bom assim só me lembro daquela histórica madrugada regada a música do
    generoso Yamandu Costa, lá no centro da cidade.

  7. carito 14 de outubro de 2011 3:15

    Tom maior, Thom menor… Acho Thom Yorke tão ingênio quanto Tom Jobim!

  8. Marcos Silva 13 de outubro de 2011 22:48

    Alex:

    Concordo: música não é só letra, existe música instrumental (inclusive, rock instrumental). Quando tem letra, precisa discutir a letra.
    Até que acho divertido jogo de palavras coqueiro/coco, melhor que o resto da letra.

  9. Alex de Souza 13 de outubro de 2011 19:19

    Se música fosse só letra, não tinha quem aguentasse ‘esse coqueiro que dá coco’. Deve ter rock em algum outro lugar que não seja falado em inglês. E tem até quem goste.

  10. carito 13 de outubro de 2011 15:23

    Adoro Miles Davis, Baden Powell… E adoro Radiohead! Pânico et Circenses? Hay que durAlex, pero sin perder la ternura jamás!

  11. Marcos Silva 13 de outubro de 2011 14:01

    Alex:

    Não vi pânico. Há manifestação crítica. Procurei documentar o objeto de crítica (letra). Acho normal uns gostarem e outros não. Existe rock em outras línguas além da inglesa?

  12. Alex de Souza 13 de outubro de 2011 11:28

    Menos pânico, né, gente? A New Musical Express é uma revista especializada em rock e música pop editada na Inglaterra. Vocês queriam o quê? Marlos Nobre e Chico Buarque? Aliás, só para constar, Radiohead é massa.

  13. Marcos Silva 13 de outubro de 2011 8:10

    Encontrei a seguinte tradução anônima da letra no site Terra. Já li piores. Não é lá grande coisa:

    Andróide Paranóico

    Por favor, você poderia parar com o barulho, estou tentando descansar
    De todas as vozes de galinhas não nascidas em minha cabeça
    O que é isso? (Eu posso ser paranoico, mas não um androide)
    O que é isso? (Eu posso ser paranoico, mas não um androide)

    Quando eu for rei você será o primeiro contra a parede
    Com suas opiniões que não servem para absolutamente nada
    O que é isso? (Eu posso ser paranoico, mas não um androide)
    O que é isso? (Eu posso ser paranoico, mas não um androide)

    Ambição te faz parecer muito feio
    Esperneante esgoelante porquinho da Gucci
    Você não se lembra,
    você não se lembra
    Por que você não se lembra do meu nome?
    Cortem sua cabeça,
    cortem sua cabeça!
    Por que ele não recordaria o meu nome?
    Eu acho que ele lembra…

    Chova, chova
    Vamos, chova sobre mim
    De uma grande altura,
    de uma grande altura
    Chova, chova
    Vamos, chova sobre mim
    De uma grande altura,
    de uma grande altura
    Chova, chova
    Vamos, chova sobre mim

    É isto senhor,
    você está partindo
    O estalo da pele de porco
    A poeira e a gritaria
    Os yuppies trabalhando
    O pânico, o vômito
    O pânico, o vômito
    Deus ama seus filhos, Deus ama seus filhos, yeah

  14. Marcos Silva 13 de outubro de 2011 7:20

    Fraca mesmo! Dou um desconto para o vocalista (gravação ao vivo) mas harmonias e melodias são quase nada, demonstram que Tiririca não é fenômeno isolado.
    Notei que as dez primeiras colocadas são em inglês. Não se faz música no resto do planeta?
    Saudades de Miles Davis, Baden Powell, esse povo do passado.

  15. Jairo llima 13 de outubro de 2011 4:50

    Então esta é a melhor música dos últimos 15 anos? Fico imaginando a pior…

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