Patifaria na cultura

Por François Silvestre

Aqui no Blog, sou jornalista. E sempre o fui, antes da atividade pedagógica e da militância política. Antes da operação do Direito. Repórter de jornais daqui e do sudeste. Conheço essa mumunha por dentro. Recebo de fonte fidedigna a informação de que a interdição do Teatro Alberto Maranhão não foi fruto de problemas técnicos, mas de trampolinagem política. Ao ser procurado por interessado em ações culturais no TAM, o presidente da Fundação José Augusto informou que não “facilitaria nenhuma atividade artística naquela casa de espetáculos”, pois precisava de um tempo com o Teatro fechado para realizar uma “reforma”, cujo dinheiro estava assegurado pelo PAC, do Governo federal. Ocorre que não só o PAC, mas todos os projetos do governo federal faliram. Inclusive os da esmola eleitoral. Bolsa família, minha casa, minha vida… E por aí. Completa-se a sacanagem com a constatação de que o TAM vinha mantendo-se, precariamente, por força do prestígio pessoal e das ligações sociais de Toinho Silveira. E ele, escolha pessoal do Governador, não goza da convivência dos petistas locais. Preconceituosos e puristas. Mesmo que os petistas do núcleo decisório nacional já conviva há bastante tempo com Maluf, Collor, petroleiros e outros quais. É a pureza inútil da província desafiando o governo novo. E eu pergunto a Robinson: Seu governo é novo ou apenas a repetição do velho fantasiado de novo?

 

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Abraão Lincoln (Ator e professor de teatro) 18 de julho de 2015 21:58

    Alberto Maranhão deve estar se remexendo no túmulo. Ai….. velho TAM… que saudade que sinto. Tão rápida notícia, mas tão avassaladora. Foi como uma punhalada… “À luz da lua os punhais”.

  2. Karl Leite 18 de julho de 2015 12:31

    Perfeita a colocação do ex-presidente da FJA, na qualidade de aposentado da FJA, vi muitos arranjos. E lamentável ver, em nossos dias a picuinha politica, ainda, prevaleça.

  3. Anchieta Rolim 17 de julho de 2015 22:37

    NAU À DERIVA…

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