Patrimônio Vivo sai do papel

Com a volta do Diário Oficial às mãos e fiscalização do povo, fui dar a vasculhada rotineira e enxerguei o que meus olhos há muito queriam ver: a verba da Lei do Patrimônio Vivo, de autoria do deputado Fernando Mineiro foi liberada.

A Lei permite a entrega de uma espécie de pensão aos mestres e grupos do folclore potiguar. Salvo engano, os mestres recebem R$ 700 e os grupos, R$ 1,5 mil. Se o valor não for exatamente esse é bem próximo.

Uma comissão de folcloristas, da qual é integrante Deífilo Gurgel, escolhe os beneficiados. São R$ 200 mil a serem distribuídos. Em conversa de algumas semanas, Deífilo me disse que os grupos de Fandango e Chegança de Canguaretama seriam os primeiros contemplados.

Essa Lei é importantíssima para a manutenção dessa riqueza cultural. São notórias as dificuldades desta gente. A falta de instrução dos mestres também é uma tônica, o que dificulta muitas vezes o registro fiel do folguedo.

Durante a posse da nova diretoria da comissão norte-rio-grandense de Folclore, semana passada, Mineiro reclamava que chegava às raias do absurdo a demora para a Lei ser implementada. Pois chegou a vez.

Afirmo com segurança: esta foi a maior vitória conquistada pela cultura potiguar este ano, ou nos últimos!

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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