Patti e Robert

Estou lendo com entusiasmo o livro “Só Garotos”, Companhia das Letras, 2010, em que a cantora e poeta Patti Smith relata o seu encontro e convivência com o artista/fotógrafo Robert Mapplethorpe.

O livro é pleno de poesia preenchendo as páginas em que Patti narra essa bela história de amor e de amizade com Robert, morto pela AIDS em 1989.

Os dois, ícones da arte pop novaiorquina e americana, catalizaram em suas vidas a plena absorção da cultura e da história dos anos 60/70/80, principalmente. Conviveram com todos os grandes nomes da época e fizeram loucuras em vários campos. Despudoradas e plenas loucuras, por sinal.

Se alguém quiser ler um excelente livro por estes dias mornos da província, é esse que indico no momento.

Leiam esse trechinho como aperitivo:

“Encontrara alívio em Arthur Rimbaud, com quem havia deparado em uma banca de livros do outro lado da rodoviária da Filadélfia quando tinha dezesseis anos. Seu olhar arrogante me encarou na capa de Illuminations. Ele possuía uma inteligência irreverente que me acendera, e tomei-o por um compatriota, um parente, e até um amor secreto. Sem ter os 99 centavos para comprar o livro, surrupiei-o.”

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Dica do SP:

“Patti Smith em entrevista”: aqui

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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