Pegando carona no luar…

Lua
(Arquivo pessoal).

Da Mata, querido amigo, querido poeta. Tens o dom, indispensável dom de dar asas à imaginação, fazer sonhar e reviver. Isso acontece comigo, quando leio-te num momento de tanta inspiração como este, que tivestes, em que declamas a Lua.

“A benção dindinha Lua”, fazes com que eu recorde, com muita alegria, momentos maravilhosos da infância, quando alguém recitava um verso em noite de Lua cheia e assim dizia:

“A benção dindinha Lua, dá-me pão com farinha para dar aos pintinhos”, assim recitava um querido tio, sentado a calçada, quando as ruas ainda eram de areia.

Ali, na Romualdo Galvão, morava uma menina de cabelos longos, franjinha e tranças – ousada menina – que já reparava na Lua e ficava a sonhar em pegar uma carona e ir ver de perto o que havia ali dentro, se era mesmo São Jorge montado no Dragão, numa luta voraz (Rs).

A Lua fazia com que as famílias sentassem à noite na calçada a depois do café a conversar, a cantarem loas. A Lua inspirava os namorados… Parece-me agora que a Lua não é mais dos namorados, só os poetas loucos e ALMADOS ainda têm a coragem de louvar tão bela moça.

Parabéns, querido e obrigada pela viagem, peguei carona na tua Lua.

PS: sábado farei uma fogueira maior e deixarei que apenas a luz da Lua borde de renda o meu chão. Aqui, na mata, as noites de Lua são sempre festa.

A Lua:
Sortilégio natural do firmamento;
Encanto dos desencantados;
Esperança dos apaixonados;
Bela,
Sempre jovem…
A Lua…
Tão minha,
Tão tua…
Não é de ninguém…
Na noite
Tão nua
Nos faz sonhar
Sonhos de amar…

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 17 de março de 2011 17:44

    Ednar, desculpe
    É Romualdo Galvão mesmo a rua que me referi. Escrevi Afonso Pena, sabe lá não foi a influencia da lua
    abç. damata

  2. João da Mata 17 de março de 2011 17:33

    Lindo Ednar, que lhe fez lembrar de Dindinha Lua.
    Grata- Plena, já estou embriagado
    Afonso Pena ! Tenho grandes recordaçoes dessa rua.
    Escrverei uma cronica sobre ela, começando no baldo dos circos,
    e indo ao Bairro Vermelho onde moravam grandes amigas e onde havia um pé de jasmin e eu sempre levava um galhinho de manjericão.
    abração.

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