Pela segunda vez, no TAM, com a Orquestra de Ouro Preto e os Beatles

Por Tácito Costa

Por falta de tempo, escrevo atrasado sobre a apresentação da Orquestra Ouro Preto segunda-feira no Teatro Alberto Maranhão. Foi a segunda vez que assisti a um show da Orquestra. Há dois anos ela esteve no TAM com o mesmo espetáculo.

E pra falar a verdade eu não tinha me tocado disso, a mana Tânia Costa, que esteve comigo na primeira e nesta segunda vez foi que me chamou atenção, fazendo-me ficar com cara de tacho e desconfiado de Alzheimer precoce – rs.

Novamente foi uma apresentação memorável. Casa cheia. O maestro, empático, interagindo com a plateia. Uma noite muito agradável.

É incrível como os Beatles conseguem juntar pessoas de idades tão diferentes, tinha gente dos 8 aos 80. Nas cadeiras à minha frente duas adolescentes, que pareciam conhecer bem as músicas, estavam empolgadas. Na primeira fila, o poeta Lívio Oliveira acompanhava tudo de muito perto.

Eu só vim a conhecer os Beatles na idade adulta. Menino e adolescente interiorano não tive acesso, de um modo geral, a variedade de ritmos, músicas e cantores que representam a enorme riqueza musical do planeta.

Meus primeiros contatos com a música se deu através da Rádio Brejuí, de Currais Novos, que chegava com bom sinal à Santana do Matos.

Hoje, tantos anos depois, ainda identifico quando os ouço e sei trechos de músicas de cantores como Carlos André, José Ribeiro, Genival Lacerda, Evaldo Braga, Roberto Carlos (sobretudo em dezembro, quando era lançado novo disco) Núbia Lafayete, Lindomar Castilho, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Waldick Soriano, Trio Nordestino, Giliard, Paulo Sérgio…

Esses são os que me vem à cabeça nesse momento. É provável que tenha esquecido um ou outro que também tocava naqueles idos da década de setenta na Brejuí. Todos, hoje, considerados bregas. Na época sequer esse termo existia, acho que chamavam de “cafona” – rs.

Só na década seguinte, já em Natal, fui ampliando aos poucos o meu universo musical, coisa que nunca se esgota. Esforço-me para não ter preconceito, também nessa área. O que é diferente de apreciar ou não determinado tipo de música. Eu não curto churrasco e nem banda Grafith, mas já fui a festinhas de familiares movidas a essas duas coisas e não perdi nenhum pedaço.

O pior é que depois alguns refrões ficam querendo dominar o nosso cérebro – rs. Isso assusta um pouco, viu Carlão de Souza!

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Lívio Oliveira 29 de maio de 2015 11:25

    Texto saboroso. Show idem.

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