Philip Roth: “A cultura literária vai acabar em 20 anos”

O escritor americano afirma que a tecnologia deve acabar com o livro em papel e que a literatura tende a perder a influência na formação dos jovens.

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Comentários

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  1. Jóis Alberto 3 de outubro de 2011 18:01

    Li a matéria com Philip Roth na revista “Época”. De Philip Roth, só li “O Complexo de Portnoy”, gostei e há muito planejo ler outros livros de tão renomado autor norte-americano, muito mais pela curiosidade, já que trata-se de escritor elogiado por muitos pela criatividade, etc, mas sempre acabo descobrindo coisa mais interessante pra fazer! O que mais me diverte na matéria é a franqueza esnobe com que Roth trata a literatura brasileira – claro que ele sabe que é Machado de Assis o autor de “Memórias Póstumas…” e, pelo que é muito provável, não citou o nome do grande escritor brasileiro e do romance – para isso, contou com a ajuda do repórter -, não por esquecimento, porém por pura sacanagem de norte-americano que se julga muito superior a brasileiro – não à toa ele é amigo de Harold Bloom, crítico literário que, dentre os autores da literatura brasileira, incluiu somente Machado de Assis no cânone literário mundial, e por isso há muito recebe críticas, não só de brasileiros, mas também de escritores e intelectuais de muitas outras nacionalidades, cujas clássicos nacionais foram esquecidos nas listas etnocêntricas de Bloom, em que a imensa maioria dos autores é de língua inglesa! É incrível a submissa indiferença do veterano repórter Luís Antônio Giron diante do fato, da ignorância de Roth! Se Giron tivesse aprendido as lições de mestres do bom jornalismo cultural, dentre os quais inegavelmente escritores norte-americanos como Ernest Hemingway e Truman Capote, não teria deixado passar a boa oportunidade de se fazer um jornalismo cultural mais crítico, inteligente e independente! Todavia desejar isso é esperar muito de um jornalismo cultural apenas mediano, aliás como mediana é a literatura da maior parte dos escritores citados na matéria e aqui nest post, exceto Machado de Assis e, talvez, o grande Truman Capote, autor, como se sabe, de uma obra-prima da literatura universal: “A sangue frio”! Quanto ao gancho da matéria, o fim da cultura literária devido ao advento da internet, livros digitais, iPad e outros tablets, etc, deixei por último, porque a opinião de Roth é um mero pitaco (!), pois ele não se apóia em fato novo nenhum para justificar a argumentação e torná-la mais consistente. Além disso, considero esse assunto um grande lugar-comum das entrevistas com escritores e jornalistas famosos. Até onde eu saiba a cultura literária sempre existiu e existirá sempre – exceto se, num futuro do tipo ficção-científica, a humanidade passar a se comunicar por telepatia e outras novas formas de comunicação, nas quais não sejam necessárias a escrita, a fala, as letras, os fonemas, as frases, as orações, os parágrafos, os textos… A cultura literária não deixou de existir quando a humanidade saiu dos pergaminhos para o papel e para imprensa, nem deixará de existir quando o papel for substituído totalmente por tela digital que, no futuro, certamente, será tão fina e agradável de se pegar e ler como no papel! Acredito, que, dentre as pessoas das nossas gerações, quem viver, verá! Não verá a humanidade se comunicando por telepatia ou algo parecido, mas certamente verá a substituição do papel por telas digitais parecidas com papéis – isso bem antes dos 20 anos previstos por Roth para o fim da cultura literária!

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