Philip Roth/Entrevista

Seu livro se passa nos EUA dos anos 50, durante a Guerra da Coréia. Como o senhor vê a diferença entre o país descrito no seu livro e os EUA dos leitores de hoje?

Sem dúvida, os EUA mudaram radicalmente. Nos anos 50 não havia direitos civis, não havia acontecido a revolução sexual, o país vivia a Guerra Fria, o grande inimigo era a União Soviética e metade do mundo era comunista. Hoje o comunismo ficou restrito a Cuba e à Coréia do Norte, os EUA elegeram um presidente negro, o país garantiu direitos civis às minorias e liberou-se com a revolução sexual. Então, nada do que é característico do mundo de hoje se encontra em “Indignação”. O enredo e os personagens estão ligados a uma experiência de vida da segunda metade do século XX. Eu estava interessado em descrever um mundo que não existe
mais.

Leia a entrevista completa de Philip Roth ao jornal O Globo AQUI.

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