Pignatarianas

Ecos da passagem do Décio Pignatari por Natal – 2009
Impressões na semana de Humanidades

Estive dois dias ouvindo o Décio. Décio tem uma obra consolidada e acha que pode dizer qualquer coisa em terras alheias. Não preparou as palestras e foi de “Serifa” à revolução Francesa. Disse coisas importantes e chutou muitas outras. Pena que tinham poucos interlocutores para o desdizer. Falando da guerra da Secessão mo EUA da América em uma das palestras, um aluno ao final dizendo que tinha terminado o curso de história, deu sua explicação: a luta entre o sul e o norte foi determinada em grande parte pela diferença de temperatura: frio e quente (uma pena e uma oportunidade de ter questionado outras coisa que ele falou “un passant” e sem muita propriedade e profundidade. Tá bem que o tempo é curto, e por quê não escolhe um tema mais específico e fala como um professor que ele foi brilhantemente. De um modo geral ele falou que no Brasil não tem quase nada: Teatro, cinema, literatura, ciência, leitor, etc, etc

Pignatarianas:

– Se você não sonha grande não pode querer ser nada

– O Brasil nasceu com o Barroco. Senão tivesse Martinho Lutero não teria havido Barroco.

-O Brasil teve sua república muito tardiamente. Classe, que classe!.Classe é a monarquia. O Brasil nasceu em Waterloo. O Brasil precisa controlar a natalidade e fazer a reforma agrária.

_ a reforma agrária Americana.? Sabe aqueles faroestes que vocês assistem? A reforma agrária Americana começou com eles !

– Comunismo no Brasil. O prestes era um analfabeto. Compare com a Itália. La tinha um Gramsci como mentor. Um grande intelectual

– O cinema Brasileiro vive entre soluços e golpes

– Não faço poemas faço poesia

– O teatro Brasileiro é um desastre. Não sabemos falar. Não existe entre nós teatro da voz.

– Quem não sabe falar não pode ter amor pela palavra.

-O teatro é uma forma sintética de contar uma história.

– A mulher moderna nasceu no romantismo.

– Ler e escrever são tecnologias. Nós não fazemos quase nada

– Simone de Beauvoir. Péssima escritora e filósofa

– Virginia Woolf. Grande escritora. Deve ser lida no original

– Nísia Floresta
Ele está escrevendo sobre ela. Andou conversando com Constancia.
E disse para surpresa da platéia:
Ela foi expulsa do Brasil por lesbianismo.
Transou com um Pe Italiano.
Escreveu um livro que é plágio de um escritor Inglês.
Passou 40 anos na Europa, como. Prostituição!!!

Minha opinião dita em parte ao vivo.

A ciência Brasileira nasce sobre a égide do positivismo.
– Ele foi muito duro com a Nísia Floresta, uma importante educadora, fundadora de escola para mulheres. Intelectual num tempo em que a mulher podia pouco e tinha muitas restrições.

Acho, finalmente, que a sua posição é de alguém preconceituoso e que comete os mesmos crimes daqueles retrógrados, no que diz respeito a Nísia. Na ciência, assim como nas artes, existem os plágios até hoje.

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 6 de maio de 2010 11:04

    Denise:

    Claro que vc é sabida! Morri de inveja do “não teve um pingo de cabimento”.
    Abraços:

    Marcos Silva

  2. Denise Araújo Correia 6 de maio de 2010 10:06

    Se eu fosse sabida, teria escrito tudo o que Marcos Silva escreveu.
    É isso.
    Denise

  3. Denise Araújo Correia 5 de maio de 2010 15:03

    João da Matta
    Fui à palestra do Prof. Décio Pignatari em maio do ano passado e também fiquei decepcionada com tanta superficialidade e preconceito. Senti que perdi meu tempo indo ouvir que brasileiro não sabe fazer literatura, não sabe pensar, não sabe criar, não sabe falar… Aqueles velhos recalques. Destituir qualquer importância de mulheres como Nísia Floresta por motivos aparentemente moralistas é um ato no mínimo hipócrita, visto que promiscuidade é ato subjacente à vida íntima de muitas pessoas.
    Como diria o matuto, não teve um pingo de cabimento.
    Um abraço,
    Denise

  4. João da Mata Costa 5 de maio de 2010 14:10

    Valeu Marcos,

    São declaraçoes tão contundentes e algumas, ate mesmo levianas, que resolvi deixar registrado ja que a mensagem anterior tinha apagado.
    As pessoas são convidadas, ciceroniadas com tudo pago e acham que podem dizer e fazer o que bem entendem. E alguns ainda aplaudem.

    abarços,

  5. Marcos Silva 5 de maio de 2010 11:17

    João:

    Já falei antes sobre o personagem e essas declarações. Torno a repetir:
    1) Pignatari produziu alguns ótimos poemas no tempo do Concretismo. Destaco “Terra” mas existem outros tão bons quanto – “Beba Coca-Cola”, “Life”.
    2) Ele não foi duro com Nísia. Ele foi medíocre e idiota (acho bom dar nome aos bois) em relação a Nísia. Se ela foi prostituta ou lésbica, o que isso melhora ou piora em sua obra? Pignatari não demonstra conhecer uma linha sequer de Nísia. Faz comentários abaixo de coluna social. E se limita a reiterar preconceitos – ela é considerada prostituta por quem, quando, em qual contexto? E seria bom protegermos o nome de Constância, pesquisadora séria.
    3) Aconselho Pignatari a sair do Brasil, país indigno de uma mente tão brilhante quanto a dele. Por que ele não fez carreira em Harvard, na Sorbonne ou ao menos em Buenos Aires?
    4) Qualquer cretino pode negar tudo em bloco – ciência, teatro, cinema. Quero ver críticas pertinentes a cada questão de ciência, teatro, cinema. O que Pignatari entende mesmo de quê?
    Abraços:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo