Pílulas para o Silêncio (PARTE CV)

Estava tão triste que seus olhos brilhavam de melancolia. Em seus abraços, a força da renúncia; em seus passos, a tibieza de um proscrito; e, em suas lágrimas… a dor da mãe de um suicida.

***

Quando o dia quis raiar, tudo já lhe parecia tão tarde; a esperança lhe fugira no barco da última quimera, a navegar, assustada, no Hades de uma (pseudo) nova era.

***

Novidade, novidade… tão só a releitura de um clássico.

***

Todo escritor que promete: lê como um celerado, revisa como um condenado e bem sabe que o tempo é o único crítico literário a considerar: o mais leal e cruel, ao tempo que infenso a bajulações e salamaleques.
clauderarcanjo@gmail.com

Comments

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  1. sueleide Suassuna 19 de Janeiro de 2017 14:55

    Caro Clauder,

    Suas Pílulas sempre me encantam. Sempre!
    Penso que é o que prefiro na sua forma de expressar-se (não diminuindo as outras modalidades).
    Elas trazem um quê de mistério, de sutil percepção das coisas, dos homens, do mundo. Além de serem extremamente sensíveis, carregadas de delicadeza, mesmo quando desfecha um soco no focinho do leitor, o faz suavemente. Parece uma carícia.
    Um abraço dessa sua leitora infiel (porém atenta. Ou fiel, porém desatenta? Ou infiel e desatenta? Não sei bem. Só sei que um dia lhe darei um abraço e tomaremos um café com essa maldita tapioca e doce de goiaba de dona Apolônia amorim).
    Sueleide
    Sueleide

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