Pílulas para o Silêncio (Parte LII)

Não ouses…

Não ouses amasiar-te com a solidão, caso o teu coração ainda não esteja curtido pelo vento do silêncio, marcado pelas ravinas do degredo, nem muito menos escolado na longa espera do inaudito.
Não ouses, caso contrário, nem sei, saberás o verdadeiro significado da expressão “choro e ranger de dentes”.

***

Ter ou ser: eis a questão.

***

Ouvi um pássaro gago a trilar na manhã ensolarada que inaugurou o dia de hoje.
Se acaso achei estranho?!… Minha mente, de tanto ser testemunha do fantástico, do bizarro e do exótico… cada vez mais com nada se surpreende.

***

Franciscano pela manhã. Agostiniano na modorra do calor da siesta. E rematado agnóstico ao comandar o fechamento do balanço dos negócios no fim da noite.

Comments

There is 1 comment for this article
  1. Tânia Du Bois 5 de Outubro de 2013 14:41

    Clauder,

    “Pílulas” é criação com olhar diferenciado para os aspectos da vida.

    Parabéns!
    Abraços,
    Tânia.

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