Pílulas para o Silêncio (Parte XXXIII)

Mensagem de protesto

Não me tratem assim somente no Natal! Fico sentido, sabiam?
O ano todo, vocês, com as mãos duras a me ferirem, com a língua afiada, a me destratar, com os pés atentos e inclementes a me pisarem… E, basta o ano terminar, vocês, na busca do perdão, vêm, cheios de mansidão, a me chamarem de irmão, desejando-me paz, saúde… Enfim, a me tratarem bem. Assim, não. Fico sentido, sabiam?

***

Que o mar espalhe o seu azul sobre o mundo, pintando de luz e profundidade… Deixemos pra lá, sabe? Que o oceano fique com o seu azul, e as demais cores, nos seus devidos lugares.

***

Natal para pobre é tortura: sonha, olha e não pode comprar, tem fome e não pode cear. E ainda, suprema hipocrisia, haverá de ouvir votos de feliz festa, com o estômago a roncar.

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. thiago gonzaga. 28 de dezembro de 2012 18:28

    Grande Clauder, muito bom !

  2. Lilia Souza 28 de dezembro de 2012 13:03

    Clauder, caro amigo:
    O protesto, a poesia, a filosofia. Tudo caminhando junto e justo, a exigir reflexão, a lembrar que somos irmãos todos os dias.
    Grande abraço.
    Lilia

  3. Joao Maria @peddagestao 26 de dezembro de 2012 19:01

    Clauder! Parabéns!

    Reflexões natalinas do mais profundo azul da alma ‘molhada’ com a dor da natalidade…

  4. Rizolete Fernandes 26 de dezembro de 2012 9:25

    Meu sensível e indomável Amigo, abraços do ano inteiro!

    Rizolete

  5. Anchieta Rolim 24 de dezembro de 2012 12:59

    Clauder, gostei. Botou pra F!

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