Pílulas para o silêncio

PÍLULAS PARA O SILÊNCIO
(PARTE II)

Sua boca era tão túmulo, que todos os seus segredos apodreciam, a céu aberto, e a olhos vistos.

***

Não suportava ouvir a voz interior. Quando, na única vez na vida, ficou sozinho perante a si mesmo, escapou-lhe dos lábios um berro desesperado, louco.

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Na cova da certeza, o enterro do aprendizado.

***

Diálogo de dois pretensos filósofos da nossa província.
— Adorei a nova dialética de…
— Você já a interpretou?
— O necessário: li um artigo crítico, coisa de duas a três laudas.
— Faça, então, um pequeno resumo para mim. Tenho um encontro com alguns alunos de filosofia; hoje, final da tarde.

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clauderarcanjo@gmail.com

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