Playboy in the box

Amigos:

A FSP noticia a reedição de Playboy pela Taschen, seis volumes em grande formato, mil e trezentos dólares. Pra quem tem o dinheiro sobrando, vale a pena. Mulheres nuas são belas imagens (ao vivo é melhor, possibilita interação). A revista norte-americana contribuiu para uma divulgação mais visíviel dessas imagens. E também contribuiu para algumas intolerâncias: seios pequenos ou caídos nunca mais. Uma pena: cada par de seios é um par de seios, pertence a uma pessoa (junto com coxas e outros belos – por diferentes caminhos – atributos). Belezas são coisas acesas por dentro (Jorge Mautner) e muitas: cores, volumes etc. E as preferências nacionais em matéria de corpo, como se sabe, variam muito.

Fiquei adolescente no começo da ditadura. Revistas com mulheres peladas eram meio mal-vistas pelos ditadores – deviam desviar os súditos do bom caminho rumo à obediência. Ler Playboy tinha um sabor de transgressão política também. Depois que liberou geral, deu pra perceber a beleza daqueles materiais e a necessidade de outras imagens e textos.

De qualquer maneira, as bibliotecas terão novos atrativos.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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